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Campo Grande aos 127 anos: crescimento da cidade acompanha avanços na saúde

De pouco mais de 74 mil habitantes nos anos 1960 a quase 1 milhão de moradores, Capital ampliou sua estrutura, economia e oferta de serviços ao longo das décadas

26/08/2026 às 18h12
Por: Leandro Colman
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Campo Grande aos 127 anos: crescimento da cidade acompanha avanços na saúde

De pouco mais de 74 mil habitantes nos anos 1960 a quase 1 milhão de moradores, Capital ampliou sua estrutura, economia e oferta de serviços ao longo das décadas

Campo Grande chega aos 127 anos, celebrados em 26 de agosto, marcada por uma trajetória de crescimento que transformou não apenas seu cenário urbano, mas também sua economia, seus serviços e a qualidade de vida da população.

A Capital, que tinha 74.249 habitantes em 1960, alcançou uma população estimada em 962.883 moradores em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento populacional foi acompanhado pela consolidação da cidade como principal centro econômico de Mato Grosso do Sul.

Atualmente, Campo Grande reúne 146.443 empresas ativas, de acordo com dados da Receita Federal compilados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). O número representa 41,36% dos estabelecimentos em funcionamento no Estado.

O setor de serviços concentra a maior parte das empresas, com 84.225 registros, seguido pelo comércio, construção civil e indústria.

Os pequenos negócios também têm participação importante nesse cenário. A Capital possui mais de 74 mil microempreendedores individuais. Quando somados às microempresas e empresas de pequeno porte, os pequenos negócios representam aproximadamente 95% dos empreendimentos existentes na cidade.

Cidade que também valoriza qualidade de vida

O crescimento de Campo Grande não apagou algumas das características que fazem parte da identidade da Capital. Áreas verdes, parques, espaços públicos e locais destinados à prática de atividades físicas continuam presentes na rotina dos moradores.

Para a diretora clínica do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, Dra. Letícia Trad Martins, essas características contribuem diretamente para a qualidade de vida.

“Campo Grande é uma capital arborizada, com parques e muitos aparelhos de musculação que permitem atividades ao ar livre”, destaca.

A cidade também aparece entre as capitais brasileiras com melhor desempenho social. No Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2026, Campo Grande alcançou 69,77 pontos e ficou na quarta posição entre as capitais do país, atrás de Curitiba, Brasília e São Paulo.

Saúde acompanha transformação da Capital

A expansão da cidade também foi acompanhada pelo crescimento da estrutura de saúde. Uma das instituições que atravessou esse processo foi o atual Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul.

A história começou em abril de 1963, quando um grupo de médicos cirurgiões de Campo Grande criou a então Clínica Campo Grande.

Naquele período, a cidade ainda tinha uma população muito menor e enfrentava limitações na oferta de atendimento hospitalar. A nova instituição surgiu justamente para atender à demanda por salas cirúrgicas, diante da falta de espaço disponível na Santa Casa e na Casa de Saúde.

“A Clínica Campo Grande surgiu em 1963 por um grupo de médicos cirurgiões locais, para suprir a escassez de salas cirúrgicas no Hospital Beneficente Santa Casa e na Casa de Saúde. Ela se consolidou como o primeiro hospital particular de grande relevância na Capital de Mato Grosso do Sul”, explica a Dra. Letícia.

Com o passar dos anos, a instituição acompanhou o crescimento da cidade e passou por mudanças estruturais e assistenciais.

Expansão do atendimento

No final de 1991, uma nova equipe médica assumiu o controle do pronto-socorro e ampliou os serviços voltados aos cuidados intensivos. O movimento deu origem ao grupo Procárdio e marcou uma nova fase na história da instituição.

A chegada de novos profissionais e especialidades contribuiu para ampliar o atendimento oferecido à população e fortalecer o corpo clínico.

“O hospital abriu as portas para o pronto atendimento e também para os cuidados intensivos. Isso foi atrativo para o aumento da procura de profissionais da saúde. Foi assim que a porta aos médicos da cidade se abriu, formando um corpo clínico de qualidade e originando uma diversidade de especialidades”, afirma a diretora clínica.

A estrutura física também passou por diferentes etapas de expansão e modernização, acompanhando o aumento da demanda e as novas necessidades de uma Capital que, ao longo de seis décadas, multiplicou sua população e ampliou sua importância regional.

Assim como Campo Grande deixou para trás a realidade de uma cidade com pouco mais de 74 mil habitantes, sua rede de saúde também precisou se transformar para atender uma população que hoje se aproxima de 1 milhão de pessoas.

A trajetória da instituição, iniciada em 1963, se mistura, portanto, à própria história de desenvolvimento da Capital: uma cidade que cresceu, diversificou sua economia e ampliou seus serviços, mantendo entre suas prioridades a busca por mais qualidade de vida e atendimento à população.

 
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