
Fiéis se reúnem na Praça do Rádio Clube e seguem com a programação prevista, apesar do frio e da chuva que atingem a Capital.
Mesmo com a chuva que atinge Campo Grande nesta quarta-feira (26), a programação da Marcha para Jesus foi mantida. Cerca de 150 pessoas já estavam reunidas na Praça do Rádio Clube, ponto de concentração e saída da caminhada, no início da tarde.
Protegidos por capas e guarda-chuvas, os participantes chegaram ao local para acompanhar as atividades. A organização informou que não houve alteração no cronograma por causa das condições climáticas.
A caminhada está prevista para começar pouco antes das 16h, com a participação de dois trios elétricos. O percurso seguirá até o Parque das Nações Indígenas, onde a programação continuará com apresentações musicais até aproximadamente 21h.
O presidente do Conselho de Pastores e um dos responsáveis pela organização, pastor Gladiston Amorim, conhecido como Dinho, afirmou que a chuva não deve impedir a realização do evento.
Segundo ele, a programação já havia começado e os participantes que compareceram demonstraram disposição para enfrentar o mau tempo.
“Tem um pessoal que não teve medo do frio, da chuva ou de nada disso. Eles já estão aqui cultuando e adorando o nome do Senhor Jesus Cristo”, afirmou o pastor.
A programação reúne atrações regionais e nacionais. Antes da caminhada, estão previstas três apresentações na Praça do Rádio Clube. Depois, no Parque das Nações Indígenas, o público poderá acompanhar shows de bandas regionais e dos cantores John Dias e Maria Marçal.
A chuva dificultou a previsão de público para a edição deste ano. De acordo com a organização, a Marcha para Jesus costuma reunir entre 30 mil e 40 mil pessoas considerando as etapas de concentração, caminhada e apresentações no parque.
A expectativa inicial é de que a concentração na praça tenha um público menor por causa do mau tempo. Ainda assim, os organizadores esperam que a quantidade de participantes aumente ao longo do dia, principalmente durante os shows no Parque das Nações Indígenas.
Entre os participantes estava a funcionária pública Karina Farias, de 36 anos, que participa da Marcha para Jesus todos os anos. Mesmo com a chuva, ela decidiu acompanhar todo o percurso até o parque.
Para Karina, as condições climáticas não diminuíram a importância da celebração.
“É no sol, é na chuva, é de qualquer jeito, nós estamos aqui”, afirmou.
Outra participante que decidiu enfrentar o mau tempo foi a assistente de educação infantil Adrielly Perreira, de 28 anos. Depois de sete anos sem participar da marcha, ela aproveitou a folga para retornar ao evento e levou a filha pela primeira vez.
A intenção, segundo ela, é aproveitar o momento para compartilhar a fé com a criança.
“Que a chuva sirva para lavar a alma e os nossos pecados. Eu quero compartilhar esse amor com a minha filha, para que ela possa se aproximar cada vez mais do Senhor”, declarou.
Mãe e filha pretendiam permanecer na programação até o encerramento.
A Marcha também movimentou vendedores que vieram de outras regiões do país. Um deles foi Valmir de Oliveira, de 47 anos, que viajou durante 17 horas de ônibus desde São Paulo até Campo Grande para trabalhar no evento.
O ambulante chegou à Capital por volta das 8h e seguiu para a Praça do Rádio Clube entre 10h e 10h30. Ele levou bonés, fitas e capas de chuva para comercializar durante a programação.
Valmir explicou que não participa de nenhuma religião e que sua presença no evento é exclusivamente profissional.
Segundo ele, já havia se preparado para a possibilidade de chuva antes mesmo de viajar, acompanhando a previsão do tempo pela internet.
A intenção do vendedor era permanecer no local até o fim das atividades e retornar para São Paulo ainda nesta quarta-feira.
Mesmo com o tempo instável, ele decidiu continuar trabalhando e apostar na melhora das condições climáticas para conseguir vender seus produtos durante a Marcha para Jesus.
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