
Dos 124 candidatos que voltaram às urnas neste ano após disputar a eleição de 2022, 59% mudaram de legenda; PL foi o partido que mais recebeu novos nomes.
A disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul é marcada por uma intensa movimentação entre os partidos. Dos 419 candidatos que concorrem a cargos políticos neste ano, 124 também participaram da eleição de 2022.
Entre esses nomes, apenas 51 permanecem na mesma legenda pela qual disputaram a eleição anterior. O número representa cerca de 41% dos candidatos que se reapresentam nas urnas. Outros 73, aproximadamente 59%, trocaram de partido no intervalo entre as duas eleições.
Os dados mostram uma mudança significativa no cenário partidário de Mato Grosso do Sul nos últimos quatro anos, com algumas siglas perdendo candidatos e outras ampliando seus quadros.
Entre as legendas que mais receberam candidatos que haviam disputado a eleição de 2022 por outros partidos, o PL aparece na primeira posição.
A sigla ganhou 12 novos nomes no período. Na sequência estão o Republicanos, com nove novos candidatos, e o Avante, que recebeu oito.
O PP incorporou sete nomes, enquanto PRD e União Brasil ganharam seis candidatos cada. O Novo aparece logo depois, com cinco novos integrantes.
PSDB e Democracia Cristã (DC) receberam quatro candidatos cada. Entre os novos nomes do PSDB estão Zé da Farmácia, Silvio Pitu e Flavio Cabo Almi, que havia concorrido em 2022 pelo Podemos.
O PT também recebeu quatro candidatos, vindos de partidos como PSD, PSOL e Solidariedade.
MDB, PDT e PV ganharam dois candidatos cada. Cidadania e PCdoB tiveram um novo nome cada.
Se o PL lidera entre as siglas que mais receberam candidatos, o PSDB aparece no sentido contrário. O partido perdeu 10 dos candidatos que haviam disputado a eleição de 2022 pela legenda.
Dos 14 nomes que concorreram pelo PSDB naquela eleição e voltam à disputa em 2026, quatro continuam no partido, entre eles Caravina, Lia Nogueira e Bia Cavassa.
Entre os que deixaram a legenda estão Beto Pereira, que migrou para o Republicanos, e Geraldo Resende, que passou para o União Brasil.
Mara Caseiro, que foi eleita deputada estadual e terminou 2022 como a candidata mais votada do Estado, mudou para o PL. O mesmo caminho foi seguido pelos deputados estaduais Paulo Corrêa e Zé Teixeira.
Dagoberto Nogueira, eleito deputado federal em 2022, passou para o Progressistas. Eduardo Riedel e Jamilson Name também deixaram o partido.
Podemos e PSD aparecem logo depois do PSDB, com sete perdas cada.
No Podemos, nenhum dos sete candidatos que disputaram a eleição de 2022 e voltam às urnas em 2026 permaneceu na legenda. Três foram para o União Brasil, dois para o PL e outros dois para o PSDB.
O PSD teve o mesmo resultado: os sete candidatos que retornam ao pleito deixaram o partido. Dois migraram para o Avante, dois para o PT e os demais seguiram para Republicanos, MDB, PSDB e PV.
Entre as legendas com maior número absoluto de candidatos que permaneceram no mesmo partido, o PT apresenta a maior fidelidade.
Dos 14 candidatos do partido que disputaram a eleição de 2022 e voltam às urnas em 2026, 13 continuam filiados à legenda. A única mudança foi Eleandra Pachucki, que passou para o PRD.
Entre os nomes que permanecem no PT estão Professora Gleice Jane, Vander Loubet, Zeca do PT, Camila Jara e Pedro Kemp.
Considerando a proporção, porém, outras legendas também apresentam retenção total. O Novo, por exemplo, manteve seu único candidato que havia disputado a eleição anterior: o professor Eduardo Ferrufino.
No PCO, Thiago Assad também continua na legenda. Já no PV, Ana Domingues é a única candidata que retorna à disputa e permanece no partido.
O MDB também passou por mudanças importantes. Dos seis candidatos que haviam disputado a eleição de 2022 pelo partido, apenas dois continuam na legenda. Dois foram para o Republicanos e um para o PL.
Entre os que permaneceram está Junior Mochi, eleito deputado estadual em 2022.
Márcio Fernandes, também deputado estadual, migrou para o PL, enquanto Renato Câmara passou para o Republicanos.
No antigo Patriota, todos os quatro candidatos que retornam ao pleito migraram para o Avante, atual denominação da legenda.
O PDT teve nove candidatos em 2022 que voltam a disputar a eleição. Seis continuam no partido, enquanto os demais migraram para Avante, PCdoB e PL. Entre eles está Lucas de Lima, eleito deputado estadual em 2022.
No PL, dos 10 candidatos de 2022 que retornam à disputa, a maioria permaneceu na sigla. Dois foram para o DC e um para o Novo: João Henrique Catan, que havia sido eleito deputado estadual.
Entre os que continuam no PL estão Coronel David, Marcos Pollon, Rodolfo Nogueira e Tenente Portela.
Entre os candidatos do PRTB, houve forte movimentação: nomes migraram para DC, Novo, PL, PP e União Brasil.
No PSB, Paulo Duarte, eleito deputado estadual em 2022, passou para o PSDB, enquanto outro candidato migrou para o PV.
O Republicanos, que tinha seis candidatos de 2022 retornando ao pleito, perdeu dois para Avante e Novo. Os outros quatro permaneceram na legenda, entre eles Antônio Vaz.
No União Brasil, Rose Modesto continua no partido na tentativa de retornar à Câmara. Hashioka migrou para o Republicanos, enquanto outros candidatos seguiram para PL, PP e PRD.
Também houve mudanças entre partidos menores. Dos três candidatos do Agir que retornam às urnas, dois permaneceram e um foi para o Novo. Os dois candidatos do DC mantiveram-se na legenda.
Entre os dois candidatos do PSOL, um passou para o Cidadania e outro para o PT. No Solidariedade, Idevaldo Claudino foi para o PT, dois migraram para o Republicanos e Andrade permaneceu.
Dos cinco candidatos que haviam disputado pelo PTB, quatro foram para o PRD e um para o PDT. Já entre os candidatos da Rede, houve migrações para MDB e PDT, enquanto outros permaneceram na legenda.
O levantamento também registra a movimentação do único candidato do extinto Pros que participou da eleição de 2022 e volta a disputar o pleito em 2026. Ele migrou para o DC.
O cenário evidencia que a eleição de 2026 chega com um mapa partidário bastante diferente daquele apresentado quatro anos atrás. A troca de legendas atingiu a maioria dos candidatos que retornam à disputa, alterando a composição das principais siglas e redistribuindo nomes entre diferentes campos políticos de Mato Grosso do Sul.
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