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Indústria Farmacêutica de Anápolis é destaque nacional em diversidade e inclusão

Empresa lidera ranking do setor de saúde e bem-estar que avalia participação feminina, racial e etária em empresas de capital aberto.

29/01/2026 às 16h57
Por: Anderson Lugnani Fonte: Agência Dino
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Um levantamento realizado pela Folha de S. Paulo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), destacou o Laboratório Teuto Brasileiro como uma das empresas mais inclusivas e diversas do setor de saúde e bem-estar no país. O estudo, que analisou dados públicos declarados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referentes a 2024, concedeu ao Teuto a nota mais alta entre as empresas do segmento: 18,7. O Grupo GSH e a Rede Mater Dei de Saúde aparecem em seguida, com 17,8 e 17,2, respectivamente.

A pesquisa avaliou a representatividade de gênero, raça e faixa etária nas companhias de capital aberto, reforçando a importância da transparência e da equidade no ambiente corporativo. Os dados foram coletados até o dia 31 de julho de 2025, com base nos formulários de referência entregues à CVM.

Para Michelle Feitosa Mathias, gerente de Recursos Humanos do Laboratório Teuto, a conquista vai além dos números. "Para além da representatividade, trabalhamos para garantir que múltiplas perspectivas sejam consideradas, possibilitando que todos tenham iguais oportunidades e se sintam valorizados e respeitados", afirma. Ela destaca que essa postura resulta em "maior espaço de criatividade e inovação, como um importante impulsionador de sucesso dos negócios".

Michelle reforça ainda que o compromisso da empresa é promover "um ambiente justo e inovador, gerar senso de pertencimento e ter na prática o respeito como pilar fundamental das relações". Segundo ela, essa cultura "transmite para todos a responsabilidade do Teuto com valores sociais e éticos".

Os números internos do Teuto, divulgados em seu Relatório de Sustentabilidade 2024, traduzem esse compromisso em prática. Dos 3.438 colaboradores diretos, 47% são mulheres, sendo cerca de 7% com 50 anos ou mais. Além disso, 89% dos funcionários se autodeclaram pardos, reflexo da diversidade étnico-racial da região e do país.

Agenda de diversidade

A agenda de diversidade nas empresas dialoga diretamente com os desafios estruturais do Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres, embora sejam a maioria da população e tenham, em média, mais anos de estudo, ainda recebem cerca de 79% do rendimento dos homens e são minoria em cargos de gerência e diretoria.

No aspecto racial, o país tem mais de 45% da população autodeclarada preta ou parda, de acordo com o IBGE. No entanto, essa representatividade ainda não se reflete de forma equitativa em posições de liderança ou em setores de maior renda. A presença massiva de colaboradores pardos no Teuto (89%) não apenas espelha a demografia goiana e brasileira.

O envelhecimento da população é outro fator crítico. O Brasil tem hoje mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que deve dobrar nas próximas décadas. A manutenção de profissionais com 50 anos ou mais em ambientes de trabalho — como os 7% registrados no Teuto — reforça a sustentabilidade econômica e a valorização da experiência.

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