
O mercado de locação residencial em Campo Grande começou 2026 dando sinais de reação, após um período de desvalorização ao longo do último ano. De acordo com o Índice FipeZAP, os preços dos aluguéis na Capital registraram alta de 9,12% entre janeiro e março.
Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) indicam que somente no mês de março o aumento foi de 4,64%, reforçando a trajetória de crescimento já observada em fevereiro (+3,23%) e janeiro (+1,02%). Com isso, o avanço acumulado no ano chega a 3,12%.
Mesmo com a recuperação recente, o desempenho ainda não compensa totalmente as perdas anteriores. No acumulado de 12 meses, o índice segue negativo em 3,79%. No entanto, o ritmo de queda vem diminuindo — em janeiro, a retração era de 7,15% e, em fevereiro, de 5,24% — indicando uma possível virada de tendência nos próximos meses.
O valor médio do aluguel também apresentou evolução no trimestre. Em janeiro, o metro quadrado era cotado a R$ 28,47, passando para R$ 29,39 em fevereiro e alcançando R$ 30,75 em março.
Para quem investe em imóveis, a rentabilidade (rental yield) teve leve melhora, saindo de 5,23% ao ano em janeiro para 5,46% em fevereiro e chegando a 5,73% em março, sinalizando um cenário mais atrativo.
O levantamento também evidencia disparidades entre os bairros de Campo Grande. Áreas mais valorizadas, como o Jardim dos Estados, seguem no topo do ranking, apesar de uma recente acomodação nos preços — o valor caiu de R$ 88,9/m² em janeiro para R$ 82,8/m² em março.
Em contrapartida, regiões como Tiradentes e Rita Vieira vêm apresentando forte valorização. O bairro Tiradentes atingiu R$ 37,7/m² em março, acumulando alta superior a 40% no período anual. Já o Rita Vieira chegou a aproximadamente R$ 36,3/m², também com crescimento relevante.
Outros bairros, como São Francisco, Seminário e Pioneiros, mantêm preços intermediários, variando entre R$ 32 e R$ 35 por metro quadrado, com comportamento mais estável e pequenas oscilações ao longo dos meses.
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