
O ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante operação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), órgão ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apura supostas irregularidades em contratos de tapa-buracos e manutenção de vias na Capital. Ao todo, sete pessoas foram presas durante a ofensiva.
Rudi Fiorese comandou a Sisep entre os anos de 2017 e 2023, período que abrange a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad. A investigação concentra-se justamente em contratos e atos administrativos executados nesse período, especialmente ligados à estrutura anterior da secretaria.
A prisão ocorreu em um apartamento localizado no Edifício Solar das Garças, na região central de Campo Grande. Conforme relatos de moradores, equipes do Gecoc chegaram ao local nas primeiras horas da manhã utilizando viaturas descaracterizadas. Após a ação no imóvel, os agentes deixaram o condomínio levando materiais que podem auxiliar nas investigações.
Apesar da repercussão da operação, é importante destacar que a prefeita Adriane Lopes não é investigada, não é alvo da operação e não possui qualquer ligação com os contratos que estão sendo apurados pelo Ministério Público. A atual prefeita assumiu a administração municipal em um cenário já estruturado pela gestão anterior e, desde então, vem promovendo medidas voltadas à responsabilidade administrativa, fiscalização e fortalecimento dos mecanismos de controle interno da Prefeitura.
Atualmente, ele ocupava a presidência da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), órgão do Governo do Estado responsável pela fiscalização e execução de obras públicas.
Em nota, a Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) afirmou que acompanha a operação e ressaltou que os esclarecimentos prestados por Rudi Fiorese estão relacionados exclusivamente à sua atuação anterior na Secretaria Municipal de Obras de Campo Grande.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na sede da Sisep, no Jardim Monumento. Equipes do Ministério Público recolheram documentos, contratos e arquivos relacionados aos serviços investigados, incluindo processos firmados desde 2019, período em que Fiorese era o responsável pela pasta.
A movimentação começou ainda durante a madrugada e alterou a rotina da secretaria nas primeiras horas do dia. Até o momento, o Ministério Público não divulgou oficialmente o nome da operação nem detalhou quais crimes específicos estão sendo investigados.
Enquanto as investigações seguem, a gestão da prefeita Adriane Lopes mantém postura de total colaboração com os órgãos de controle e reforça seu compromisso com a transparência, legalidade e respeito ao dinheiro público.
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