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Maranhão Acolhe reforça o pré-natal e o cuidado com mães e bebês

O programa atua como incentivo ao acompanhamento pré-natal e como apoio a mães em situação de vulnerabilidade social atendidas na rede estadual.

23/12/2025 às 11h26
Por: Anderson Lugnani Fonte: Secom Maranhão
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- O programa atua como incentivo ao acompanhamento pré-natal e como apoio a mães em situação de vulnerabilidade social (Foto: Israel Pontes)
- O programa atua como incentivo ao acompanhamento pré-natal e como apoio a mães em situação de vulnerabilidade social (Foto: Israel Pontes)

O Programa Maranhão Acolhe integra as ações do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), voltadas ao fortalecimento da atenção materno-infantil. Lançado em 20 de dezembro pelo governador Carlos Brandão e pela primeira-dama Larissa Brandão, o programa atua como incentivo ao acompanhamento pré-natal e como apoio a mães em situação de vulnerabilidade social atendidas na rede estadual, unindo cuidado em saúde e sensibilidade social.

A história de Maurícia do Socorro Menezes, de 27 anos, traduz esse cuidado. Grávida de 30 semanas e seis dias do primeiro filho, Dante, ela é acompanhada pela Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (Macma) por apresentar pedra nos rins e histórico de depressão, condições que exigem atenção contínua durante a gestação.

“O Dante veio para salvar a minha vida. O acompanhamento aqui me deu segurança para atravessar esse momento. E o kit chega como um alívio, porque ajuda quem está passando por dificuldades e não consegue montar o enxoval do bebê”, desabafou Maurícia.

Implantado inicialmente na Macma, o Maranhão Acolhe prevê a produção de 9 mil kits, que serão distribuídos ao longo de 2026. A iniciativa conta com o envolvimento da primeira-dama do Maranhão, Larissa Brandão, no fortalecimento das políticas públicas de cuidado desde a gestação.

A seleção das gestantes é realizada pelo serviço social da maternidade, com base em critérios como baixa renda e realização adequada das consultas de pré-natal. Para as mulheres atendidas, o acompanhamento regular é decisivo para atravessar a gravidez com mais tranquilidade, especialmente em casos que exigem atenção especializada.

Grávida de 32 semanas, Betânia dos Santos, de 25 anos, que espera os gêmeos Pietro e Benício, também é acompanhada de perto pela equipe de saúde devido à pressão alta. Desempregada e com o esposo realizando trabalhos informais, ela relata que o cuidado recebido vai além das consultas.

“A gente se sente acolhida. As coisas de bebê estão muito caras, então o kit ajuda muito. Dá uma segurança a mais para quem está vivendo esse momento com tantas dificuldades”, afirmou.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, o Maranhão Acolhe foi estruturado como uma estratégia para fortalecer o pré-natal em todo o estado e ampliar o cuidado com as famílias que mais precisam. “Esse programa nasce com a missão de reforçar o acompanhamento das gestantes desde o pré-natal, garantindo que elas cheguem ao parto com mais segurança. Os kits representam um apoio concreto às mães e aos bebês, especialmente em situações de vulnerabilidade, mas também simbolizam o acolhimento e o compromisso da gestão estadual com a vida desde a gestação”, destacou.

Ao dar centralidade às histórias dessas mulheres, o Maranhão Acolhe transforma o cuidado em uma política pública sensível, na qual o acompanhamento pré-natal, a escuta e o apoio material caminham juntos desde a gestação até os primeiros dias de vida.

Kits

Os kits, nas versões masculina e feminina, reúnem cerca de 45 itens essenciais para o bebê e para a mãe, como roupas, cueiros, fraldas de tecido, produtos de higiene e bolsa personalizada. Ao longo de 2026, o Maranhão Acolhe será ampliado para outras maternidades da Região Metropolitana, como Benedito Leite, Nossa Senhora da Penha e a Maternidade de Paço do Lumiar.

Cuidar de Todos

O Maranhão Acolhe se articula com o novo ciclo 2025–2026 do Programa Cuidar de Todos, no eixo Atenção Primária em Saúde. Entre os indicadores prioritários está o pré-natal, que mede a proporção de gestantes que realizam, no mínimo, sete consultas durante a gestação, conforme orientação do Ministério da Saúde, reforçando o compromisso da gestão estadual com o cuidado contínuo às mães e aos bebês.

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