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Um dia após reeleição, Riedel cria grupo para definir prioridades do próximo mandato

Equipe com oito integrantes terá missão de avaliar projetos, custos, gargalos e mudanças necessárias para colocar em prática o Plano de Governo 2027-2030

06/10/2026 às 08h23
Por: Leandro Colman
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Um dia após reeleição, Riedel cria grupo para definir prioridades do próximo mandato

Um dia após ser reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) criou um grupo de trabalho responsável por preparar a implementação das propostas previstas para o período de 2027 a 2030.

A equipe será composta por oito integrantes indicados pelo governador e terá como principal objetivo fazer um diagnóstico da estrutura do Estado, avaliar projetos em andamento e estabelecer prioridades para o início do segundo mandato.

A coordenação ficará sob responsabilidade do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha.

A criação do grupo consta no Decreto nº 16.806, assinado na segunda-feira (5) e publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (6).

Quem integra o grupo

Além de Barbosinha, fazem parte da equipe:

  • Rodrigo Perez Ramos – Governo e Gestão Estratégica;
  • Ana Carolina Araujo Nardes – Secretaria de Governo;
  • Frederico Felini – Comunicação;
  • Artur Henrique Leite Falcette – Semadesc;
  • Flávio César Mendes de Oliveira – Fazenda;
  • Walter Benedito Carneiro Junior – Casa Civil;
  • Doriane Gomes Chamorro – Consultoria Legislativa.

Diagnóstico da estrutura estadual

Entre as atribuições do grupo está o levantamento de programas, ações e projetos já existentes que estejam relacionados às metas apresentadas para os próximos quatro anos.

A equipe também deverá identificar possíveis gargalos estruturais, orçamentários, jurídicos e operacionais que possam dificultar ou atrasar a execução das propostas.

Outro ponto previsto no decreto é a avaliação dos custos das medidas planejadas no curto, médio e longo prazo. As informações deverão auxiliar as secretarias na organização do planejamento e na elaboração dos próximos instrumentos orçamentários.

Possíveis mudanças na máquina pública

O grupo também poderá avaliar a necessidade de alterações na estrutura administrativa do Governo de Mato Grosso do Sul.

A análise poderá envolver mudanças organizacionais, reestruturação de cargos e criação de novas estruturas ou instâncias administrativas necessárias para colocar as políticas previstas no plano de governo em funcionamento.

Durante as discussões sobre o próximo mandato, Riedel já havia sinalizado que não necessariamente promoveria uma ampla mudança na estrutura administrativa, mas poderia alterar a forma de gestão dos recursos conforme as novas prioridades.

A equipe também poderá elaborar propostas de decretos, projetos de lei e regulamentos necessários para implementar as medidas.

Metas e indicadores

Outra determinação é transformar as propostas do plano de governo em metas acompanháveis.

Para isso, o grupo deverá elaborar uma matriz de indicadores de desempenho, com metas intermediárias e cronogramas gerais para acompanhar a execução dos compromissos assumidos.

Também deverá ser apresentada uma proposta de modelo de governança que permita à administração estadual monitorar de forma contínua os resultados das políticas implementadas.

Impacto no orçamento

Os estudos deverão contribuir ainda para a elaboração e revisão de instrumentos como o Plano Plurianual (PPA) 2028-2031, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

A intenção é compatibilizar as despesas do Estado com as metas estabelecidas para o segundo mandato.

Entre as preocupações apontadas pelo governo estão os possíveis impactos da reforma tributária e as limitações no crescimento da arrecadação estadual, especialmente diante da redução das receitas relacionadas à importação de gás natural boliviano pelo Brasil.

Por isso, o grupo também deverá elaborar cenários de risco, avaliar os impactos financeiros das propostas e apresentar recomendações estratégicas ao governador.

Grupo terá acesso a informações dos órgãos estaduais

Para realizar o diagnóstico, o coordenador poderá solicitar informações e documentos de órgãos e entidades da administração pública estadual, tanto da administração direta quanto indireta.

Os dirigentes dos órgãos deverão fornecer os dados solicitados dentro dos prazos estabelecidos.

O grupo também poderá convocar especialistas e representantes de outras instituições públicas para participar das reuniões e solicitar temporariamente servidores estaduais para auxiliar nos trabalhos técnicos.

A Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) ficará responsável pelo suporte técnico e administrativo da equipe.

Relatório deverá ficar pronto em dezembro

Ao final dos trabalhos, o grupo deverá entregar a Riedel um relatório consolidado com as prioridades identificadas, plano de ação sugerido, riscos e recomendações para a implementação das propostas do próximo mandato.

O prazo estabelecido para a conclusão do estudo é 4 de dezembro, pouco menos de um mês antes do início do novo período de governo.

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