

Fim da escala 6x1 pode beneficiar trabalhador rural, defende ministro
O fim da escala 6x1 pode melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores rurais, segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
Durante agenda em Mato Grosso do Sul, o ministro defendeu a ampliação do período de descanso dos trabalhadores, mas ressaltou que as particularidades de cada atividade precisam ser consideradas e discutidas entre empregados e empregadores.
A proposta em debate prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de folga por semana. Marinho destacou que a mudança não significa proibir o trabalho aos sábados ou domingos.
Entre os modelos possíveis está a escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, além da jornada 12x36, na qual o trabalhador atua por 12 horas e descansa pelas 36 horas seguintes.
Para o ministro, a organização das jornadas deve levar em conta as necessidades de cada setor e ser definida por meio de negociação coletiva.
Marinho também rebateu a preocupação de que a redução da jornada poderia provocar prejuízos às empresas. Segundo ele, experiências anteriores demonstram que a diminuição da carga horária pode contribuir para a produtividade e para a redução de faltas e afastamentos.
O ministro citou ainda os impactos do excesso de trabalho sobre a saúde. De acordo com ele, mais de 500 mil trabalhadores foram afastados por estresse relacionado ao trabalho em 2025, apontando a escala 6x1 como um dos fatores associados ao problema.
Discussão no Congresso
Marinho afirmou acreditar na aprovação do fim da escala 6x1, mas destacou que a mobilização de trabalhadores, sindicatos e da sociedade será importante para pressionar o Congresso Nacional pela votação da proposta.
Na avaliação do ministro, a pressão popular pode acelerar a tramitação do tema, assim como ocorreu em outras pautas trabalhistas e sociais.
Após compromissos com representantes do setor público e dos trabalhadores, Marinho participou da instalação da Mesa do Pacto pelo Trabalho Decente do Meio Rural de Mato Grosso do Sul, voltada à discussão das condições de trabalho no campo.
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