

Operação Nêmesis chega ao quarto dia com novo pente-fino na Máxima de Campo Grande
A Operação Nêmesis chegou ao quarto dia nesta sexta-feira (4) e voltou a concentrar as ações no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande. A operação foi deflagrada após a divulgação de vídeos que mostram presos comemorando, dentro da unidade, o aniversário de 33 anos do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Na manhã desta sexta-feira, equipes da Polícia Penal realizam mais um pente-fino no presídio. Participam da ação policiais penais da própria unidade, agentes da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), do COPE (Comando de Operações Penitenciárias) e integrantes da Força Penal Nacional.
Até o momento, a área de inteligência não divulgou quantos presos foram transferidos desde o início da operação. Os nomes dos internos retirados das unidades e os respectivos destinos também não foram informados, por razões de segurança e estratégia operacional.
A ofensiva faz parte de uma estratégia para reforçar o controle do sistema penitenciário, identificar irregularidades, apreender materiais ilícitos e impedir a articulação de organizações criminosas a partir das unidades prisionais.
A Nêmesis começou na terça-feira (1º), na própria Máxima, após vídeos gravados dentro do presídio revelarem uma comemoração pelos 33 anos do PCC. Nas imagens, internos aparecem reunidos e fazendo uso de cocaína. Um dos presos responsável por registrar a festa cita o aniversário da facção e afirma que a unidade seria a “maior sede do PCC” em Mato Grosso do Sul.
A partir das imagens, a Polícia Penal iniciou a identificação dos envolvidos e instaurou procedimentos disciplinares para apurar individualmente a conduta dos internos. As apurações também resultaram na determinação de transferências para unidades consideradas de maior segurança.
Na quarta-feira (2), segundo dia da operação, as equipes deram continuidade ao pente-fino na Máxima, com revistas, identificação de presos e cumprimento das medidas definidas após as primeiras investigações.
Na quinta-feira (3), a operação avançou para a Penitenciária Masculina de Regime Fechado da Gameleira 1, conhecida como “Supermáxima”, unidade que concentra presos considerados de alta periculosidade e custodiados apontados como integrantes ou ligados à cúpula de organizações criminosas.
Nesta sexta-feira, as forças de segurança retornaram à Máxima para dar continuidade às revistas, fiscalizações e procedimentos de inteligência, mantendo o foco na identificação de irregularidades e no reforço da segurança dentro da unidade.
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