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Política STF

STF forma maioria para manter afastamento do diretor-geral da Polícia Federal

Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu o julgamento; decisão que afastou Andrei Rodrigues continua valendo

08/09/2026 às 11h19
Por: Leandro Colman
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STF forma maioria para manter afastamento do diretor-geral da Polícia Federal

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O julgamento foi interrompido após o ministro Gilmar Mendes pedir vista do processo. (UOL Notícias⁠)

André Mendonça, relator do caso, votou pela manutenção da própria decisão e foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Com isso, três dos cinco integrantes da Segunda Turma já se posicionaram a favor do afastamento. Dias Toffoli ainda não apresentou voto. (BOL⁠)

O pedido de vista de Gilmar Mendes pode suspender a análise por até 90 dias. Enquanto o julgamento não for concluído, permanece em vigor a decisão de Mendonça que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. (SBT News⁠)

Mendonça justificou a medida com base em documentos produzidos pela área de inteligência da própria Polícia Federal. Segundo o ministro, os relatórios indicariam que ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, teriam sido submetidos a monitoramento e coleta direcionada de informações durante mais de 30 dias. (UOL Notícias⁠)

O ministro também questionou a legalidade e a validade de parte do material produzido pela inteligência da PF. Os documentos estão relacionados à crise envolvendo integrantes do Supremo e às investigações sobre o Banco Master e possíveis irregularidades na atuação de autoridades.

O episódio ganhou força após Mendonça tornar públicos documentos relacionados a mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e ao ministro Alexandre de Moraes. Posteriormente, Moraes pediu investigação sobre a atuação de Mendonça, apontando possíveis irregularidades na condução de investigações. (Folha de S.Paulo⁠)

Diante do conflito entre os ministros, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues prestem esclarecimentos sobre os fatos.

Apesar de a maioria já estar formada, o resultado definitivo ainda depende da conclusão do julgamento após o pedido de vista de Gilmar Mendes.

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