

Operação Nêmesis faz pente-fino na Máxima após festa de aniversário do PCC
A Polícia Penal deflagrou a Operação Nêmesis no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, após a circulação de vídeos que mostram uma comemoração pelo aniversário de 33 anos do PCC (Primeiro Comando da Capital) dentro da unidade prisional.
A operação começou na terça-feira (1º) e prossegue nesta quarta-feira (2), em uma ação conjunta da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio da Polícia Penal, com a Força Penal Nacional.
Participam dos trabalhos agentes do COPE (Comando de Operações Penitenciárias), do GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) e policiais penais da própria unidade.
A ação inclui um pente-fino nas instalações, identificação dos internos envolvidos nas irregularidades e transferência de presos após as apurações. Os detentos identificados também são submetidos a PADIC (Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno).
O nome da operação faz referência a Nêmesis, figura da mitologia grega associada à reação diante da arrogância, do excesso e da transgressão da ordem. A escolha remete à ideia de consequência e restabelecimento da autoridade.
Vídeos mostram festa dentro da unidade
A operação foi desencadeada após vídeos compartilhados nas redes sociais mostrarem presos reunidos na segunda-feira (31), data em que o PCC completou 33 anos.
Nas imagens, os internos aparecem aglomerados durante a comemoração e fazendo uso de cocaína. Em uma das gravações, o detento responsável pelo vídeo anuncia o aniversário da facção e afirma que a celebração ocorre dentro da Máxima de Campo Grande.
O preso também faz referências à suposta importância da unidade para o PCC em Mato Grosso do Sul e envia mensagens de apoio a integrantes da organização criminosa em São Paulo.
A Agepen passou a apurar a identidade dos internos envolvidos e as circunstâncias em que a comemoração ocorreu dentro do presídio.
Drones são usados para levar drogas
Além da festa, as investigações apontam que materiais ilícitos encontrados na unidade teriam sido introduzidos por meio de arremessos realizados com drones.
Como forma de combater a prática, a Polícia Penal e a Força Penal Nacional reforçaram o monitoramento no entorno e dentro da unidade. Entre os dias 25 e 29 de agosto, foram interceptadas 13 tentativas de entrega de materiais por drones na Máxima de Campo Grande.
Possíveis punições
A manifestação coletiva de apoio ou alusão a organizações criminosas pode ser considerada falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), podendo resultar em consequências no cumprimento da pena.
Dependendo do que for constatado individualmente, os envolvidos também poderão responder criminalmente com base no Código Penal e na Lei nº 12.850/2013, que trata das organizações criminosas.
A Operação Nêmesis segue em andamento e deve resultar em novas medidas após a conclusão das apurações dentro da unidade prisional.
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