

Ponte que desabou e matou caminhoneiro em Coxim será submetida a perícia
Avaliação inicial não apontou problemas aparentes; Estado fará investigação detalhada para identificar causa do desabamento
Dezoito dias após o desabamento da ponte de concreto sobre o Rio Taquari, na região de Coxim, que matou o caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, o Governo de Mato Grosso do Sul anunciou que a estrutura será submetida a uma perícia especializada.
O objetivo é identificar as causas do desabamento, ocorrido na MS-168. Segundo a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), a avaliação preliminar não encontrou problemas aparentes na estrutura. Por isso, o Estado considera necessária uma investigação complementar e mais aprofundada.
A nova etapa deverá incluir sondagens, inspeções subaquáticas e avaliações estruturais detalhadas. Os procedimentos devem ajudar a identificar possíveis problemas que não puderam ser constatados na primeira análise.
Em nota, a Agesul informou que também foi solicitada à Defesa Civil de Mato Grosso do Sul a decretação de situação de emergência na área. O trecho é considerado estratégico por ser utilizado com frequência por veículos de carga e ligar regiões dos pantanais do Paiaguás e da Nhecolândia.
A medida tem como objetivo agilizar a contratação da empresa responsável pela perícia e, posteriormente, pela elaboração de um projeto de recuperação da estrutura.
De acordo com o Governo do Estado, a previsão é que até 10 de setembro seja definida a empresa que realizará os serviços.
Desvio
Enquanto a ponte não for recuperada, os motoristas que precisam passar pela região devem utilizar rotas alternativas. Para quem segue no sentido norte, a orientação é retornar pela MS-423. Já os condutores que trafegam no sentido sul devem utilizar a MS-214 até chegar à BR-163.
Retirada do caminhão
O trabalho para retirar o caminhão que caiu junto com a ponte continua. O veículo está a aproximadamente 4,5 metros de profundidade, sob os escombros da estrutura.
O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul permanece auxiliando na operação, realizada em uma área considerada de difícil acesso, com correnteza e baixa visibilidade.
A retirada do veículo é uma das etapas necessárias para permitir o avanço dos trabalhos de avaliação e recuperação da área atingida pelo desabamento.
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