

Recém-nascido prematuro aguarda há quatro dias por ultrassonografia do crânio na Santa Casa de Campo Grande
Um recém-nascido prematuro, com apenas sete dias de vida, está há quatro dias aguardando a realização de uma ultrassonografia do crânio na Santa Casa de Campo Grande. De acordo com o pai da criança, o exame foi solicitado na última quinta-feira (27) para acompanhar um sangramento cerebral identificado no bebê.
Segundo o familiar, outros recém-nascidos também estariam na fila de espera pelo procedimento. No último sábado (29), conforme o relato, quatro bebês aguardavam pelo exame. Alguns pacientes, ainda segundo o denunciante, teriam deixado o hospital sem realizar a ultrassonografia.
O pai afirma que a demora estaria relacionada à terceirização do serviço e à disponibilidade de apenas um profissional especializado na realização de ultrassonografias em recém-nascidos.
“No meu caso específico, nós estamos com RN prematuro, com sangramento na cabeça e necessita de ultrassom do crânio. O médico do setor, que é terceirizado, simplesmente não vem trabalhar, e os exames estão parados”, relatou.
Ainda de acordo com o familiar, o médico responsável pelo serviço não teria comparecido ao hospital durante o fim de semana nem nesta segunda-feira (31). A família também afirma ter procurado a Ouvidoria da Santa Casa para registrar uma reclamação e buscar informações sobre a previsão do exame.
“Já fizemos denúncias à ouvidoria. Já fomos no setor várias vezes. Nada adiantou. As enfermeiras já nos falaram que todo final de semana a ultrassom para, que é a maior dificuldade”, contou.
O pai explica que o sangramento identificado no bebê estaria relacionado à própria condição de prematuridade e afirma que o atendimento pediátrico tem ocorrido normalmente.
“Sabemos que é algo normal de prematuro. O atendimento da pediatria foi tudo ok. O problema é esse setor mesmo, que é terceirizado”, afirmou.
A família demonstra preocupação principalmente com o tempo de espera para a realização do exame, considerado necessário para acompanhar a evolução do quadro clínico do recém-nascido.
“Em um caso grave como esse, essa demora é muito perigosa”, declarou o familiar.
Santa Casa é procurada
A reportagem entrou em contato com a Santa Casa de Campo Grande para esclarecer a situação, incluindo a quantidade de recém-nascidos que aguardam pelo exame, a escala de atendimento e a informação de que haveria apenas um profissional habilitado para realizar o procedimento.
Até o momento da publicação, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação da Santa Casa.
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