
“Se eu pudesse dar um recado para algum chefe, diria para ele ser mais humano com o funcionário. Lembrar que um dia também foi CLT e que hoje está empresário. O trabalhador sai de casa todos os dias para uma batalha, carregando problemas, contas, dívidas e metas. Olhe para ele com mais humanidade, é só isso que eu peço”.
O desabafo é de Emerson Gomes, de 53 anos. No 1º de maio, Dia do Trabalhador, a reportagem foi às ruas do Centro de Campo Grande para ouvir quem vive, na prática, a rotina intensa do mercado de trabalho e entender como anda o psicológico desses profissionais.
Com quase 30 anos de experiência no setor de vendas — sendo os últimos cinco na área de colchões — Emerson relata que, além da própria pressão do dia a dia, também escuta frequentemente o cansaço emocional dos clientes. “Muita gente chega aqui já esgotada, falando que não aguenta mais a rotina, que está sobrecarregada. A saúde mental hoje está muito afetada”, afirma.
Entre metas, cobranças e responsabilidades fora do trabalho, o relato dele reflete uma realidade comum a muitos trabalhadores: a de equilibrar a sobrevivência financeira com o desgaste emocional diário.
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