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Portas fechadas e correria por dinheiro marcam o feriado na Capital

Movimento fraco no Centro reflete fechamento obrigatório do comércio varejista previsto em lei Opção 2

01/05/2026 às 10h46
Por: Leandro Colman
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Portas fechadas e correria por dinheiro marcam o feriado na Capital

O feriado do Dia do Trabalhador evidenciou realidades distintas entre quem manteve a rotina no Centro de Campo Grande. Em meio a ruas vazias, histórias de frustração, adaptação e necessidade mostram o contraste entre portas fechadas e a busca por renda.

O baixo movimento é reflexo do fechamento obrigatório do comércio varejista, previsto em lei e reforçado pela Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre os sindicatos do setor, que proíbe a abertura na data.

Dono da única lanchonete aberta na Rua Barão do Rio Branco, quase esquina com a 14 de Julho, o empreendedor Frank Willian, de 26 anos, decidiu funcionar, mas não teve o retorno esperado. “Foi mais questão de rotina, para não perder o costume. Mas hoje, pelo jeito, eu devia ter parado”, disse.

Segundo ele, a decisão foi baseada no desempenho de outros feriados. “No de Tiradentes foi muito bom, tinha bastante loja aberta. Hoje está bem parado”, comparou. Ainda assim, ele manteve o atendimento até o meio-dia, na expectativa de algum movimento.

Na contramão do comércio esvaziado, o entregador e estudante Lucas Dib, também de 26 anos, aproveitou o feriado para reforçar a renda. Com mais de 150 pacotes separados por rota, ele percorreu o Centro e bairros próximos, como a Vila Planalto, com a expectativa de faturar cerca de R$ 300. “Quem quer ganhar dinheiro não pode parar. É um valor bom para um dia em que eu ficaria parado”, afirmou.

Já o frentista Daniel Mendes, de 26 anos, vê o trabalho no feriado como vantajoso. Há quatro anos na função, ele opta por manter a escala devido ao adicional no salário. “Vale a pena porque a gente recebe a mais e depois folga no próximo feriado. Para mim, é um dia normal de trabalho”, explicou.

De acordo com o gerente de relações sindicais da Fecomércio-MS, Fernando Camilo, o Dia do Trabalho está entre as datas em que não há autorização para funcionamento do comércio varejista. “A convenção coletiva reforça o que já prevê a lei municipal. A única exceção são os supermercados, que podem abrir normalmente”, destacou.

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