
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) pode ser suspenso por dois meses após o relator do Conselho de Ética da Câmara, Moses Rodrigues (União-CE), apresentar parecer favorável à punição por quebra de decoro parlamentar. A votação, prevista para esta semana, foi adiada após pedido de vista e deve ser retomada na próxima reunião do colegiado.
O processo apura a atuação de Pollon durante a ocupação da Mesa Diretora, em agosto de 2025, quando parlamentares da oposição impediram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de retomar a sessão em protesto ligado à pauta da anistia dos atos de 8 de janeiro.
No parecer, o relator afirma que Pollon teve participação direta no bloqueio da presidência do plenário, ao ocupar a cadeira de comando da sessão e dificultar o funcionamento da Casa. Para Moses Rodrigues, a conduta configurou afronta ao decoro e comprometeu a atividade legislativa.
Além desse caso, Pollon ainda responde a uma segunda representação, na qual é acusado de ofensas pessoais contra Hugo Motta durante o mesmo episódio. Nesse processo, outro relatório pede suspensão de 90 dias exclusivamente ao parlamentar sul-mato-grossense.
A defesa do deputado sustenta que há perseguição política e nega irregularidades. Pollon afirma que atuou dentro dos limites constitucionais e diz que não recuará em suas posições. Enquanto isso, o Conselho de Ética decidirá na próxima semana se aplica ou não as punições propostas.
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