
A vice-prefeita de Campo Grande, Camila Nascimento (sem partido), defendeu o diálogo e a construção conjunta com a Câmara Municipal para viabilizar o projeto-piloto de modernização da gestão em duas unidades de saúde da Capital.
A proposta da Prefeitura prevê, por 12 meses, a gestão dos CRSs Aero Rancho e Tiradentes por uma OSS (Organização Social de Saúde), com remanejamento dos servidores municipais para outras unidades da rede.
Segundo o Executivo, a medida é apresentada como alternativa para enfrentar o déficit de profissionais, respeitar o limite prudencial de contratações e atender às diretrizes do decreto de contenção de gastos.
Camila afirmou confiar que o debate técnico e institucional pode construir entendimento entre Executivo e Legislativo.
“Tudo é uma questão de diálogo. À medida que as informações forem melhor compreendidas e chegarem de forma mais clara aos vereadores, acredito que o caminho será construído. Confio na intenção do secretário de Saúde, na vontade da prefeita de buscar soluções e no bom senso da Câmara”, declarou.
A proposta vem gerando discussões na Casa de Leis, inclusive com manifestações de servidores, mas também recebeu apoio do governador Eduardo Riedel (PP), que avaliou a iniciativa como uma oportunidade para testar novos modelos de gestão.
“É importante experimentar e avaliar resultados. Vejo a proposta como uma tentativa de criar alternativas e buscar mais eficiência”, afirmou o governador durante agenda pública.
A prefeita Adriane Lopes também reforçou que o projeto é temporário e tem como objetivo medir resultados e aprimorar o atendimento.
“É uma experiência de um ano para trazer respostas e eficiência. Estamos propondo algo novo para avaliar se pode gerar melhorias no serviço”, pontuou.
Já o presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), destacou que a proposta pode avançar por decreto ou ser encaminhada para apreciação dos parlamentares, e defendeu o debate político sobre o tema.
“É uma prerrogativa do Executivo, mas, vindo para a Câmara, haverá discussão e análise dos vereadores. Se houver votos, pode ser aprovado. O importante é discutir soluções para a saúde”, afirmou.
Nos bastidores, a avaliação é de que a medida abre um debate sobre novos modelos de gestão para ampliar eficiência e buscar respostas para desafios históricos da saúde pública na Capital.
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