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Imagens de câmeras mostram Bernal chegando ao local do crime já preparado para efetuar disparos.

Registros em posse da polícia indicam que o ex-prefeito chegou ao local cerca de uma hora após a vítima.

26/03/2026 às 07h54
Por: Leandro Colman
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Imagens de câmeras mostram Bernal chegando ao local do crime já preparado para efetuar disparos.

Vídeos reunidos durante a investigação sobre a morte do auditor fiscal estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, registrada na varanda de uma residência na Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados, em Campo Grande, indicam que o ex-prefeito Alcides Bernal, de 60 anos, chegou ao local cerca de uma hora após a entrada da vítima no imóvel e já portando uma arma de fogo.

As informações constam em relatórios da Polícia Civil elaborados no momento do flagrante. As imagens, cedidas pela empresa responsável pela segurança da casa, estão sob sigilo.

De acordo com o auto de prisão, assinado pela delegada Karolina Suza Pereira Bernardes, os registros mostram o momento em que o suspeito chega e entra na residência armado.

O boletim de ocorrência, registrado às 16h17 de terça-feira (24), aponta que a vítima entrou no imóvel por volta das 12h56, acompanhada de um chaveiro. Cerca de 50 minutos depois, às 13h44, Bernal chegou ao endereço em uma caminhonete, desceu já com a arma em mãos e foi em direção à vítima, efetuando dois disparos.

A dinâmica descrita nas imagens coincide com o depoimento do chaveiro, de 69 anos. Segundo ele, logo após abrir o portão, Bernal entrou no local apontando a arma para Roberto e questionando sua presença. A vítima não teria tido tempo de reagir antes de ser atingida.

O chaveiro relatou ainda que também foi ameaçado e obrigado a deitar no chão. Em meio à tensão, aproveitou um momento de distração para fugir do local.

Roberto foi atingido por dois tiros na lateral direita do tórax, sendo que um dos disparos atravessou o corpo.

Em depoimento, Bernal afirmou que utilizava o imóvel como residência e escritório de advocacia. Ele alegou ter sido informado por uma empresa de segurança sobre uma possível invasão e disse que atirou ao se sentir ameaçado.

A defesa sustenta que os disparos ocorreram em legítima defesa. Já a vítima buscava a posse do imóvel de forma extrajudicial, após adquiri-lo em leilão da Caixa Econômica Federal, motivado por uma dívida relacionada ao financiamento feito pelo ex-prefeito.

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