

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (25) a prorrogação do horário de votação das eleições de 2026 até as 19h, no horário de Brasília. A medida foi adotada após relatos de problemas no transporte público, redução da frota de ônibus, cobranças indevidas e dificuldades provocadas pelas chuvas em diferentes regiões do país.
Inicialmente, a decisão previa a extensão do horário em todas as seções eleitorais brasileiras. Posteriormente, Zanin esclareceu que a determinação deveria ser aplicada somente aos locais onde as urnas ainda estavam abertas no momento em que a medida foi anunciada.
A decisão ocorreu após pedidos apresentados pelas campanhas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que solicitaram providências diante das dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação.
A coligação de Lula protocolou uma petição de urgência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no STF, solicitando a extensão do horário de votação em municípios de pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
Segundo os advogados da campanha, eleitores que dependem do transporte coletivo enfrentaram obstáculos para exercer o direito ao voto. Os relatos incluíram redução de ônibus em circulação, longas filas, dificuldades para acessar a gratuidade e descumprimento de rotas destinadas ao transporte de eleitores.
Em São Paulo, a petição apontou que, apesar de uma determinação judicial para a circulação de toda a frota na capital, aproximadamente 60% dos veículos estariam operando. Também foram mencionados problemas no Centro, na Zona Leste e na região da Avenida Paulista.
Em Alagoas, foram relatadas a ausência de transporte complementar intermunicipal e cobranças indevidas de passagens. Em Pernambuco, eleitores teriam encontrado dificuldades para acessar a gratuidade nos ônibus intermunicipais.
Em Roraima, empresas contratadas teriam se recusado a cumprir rotas eleitorais, prejudicando o deslocamento de comunidades indígenas. Já no Piauí e na Paraíba, as denúncias envolveram redução da frota em Teresina e ônibus que não paravam em pontos de João Pessoa.
No Rio de Janeiro, foram relatadas longas esperas e redução de veículos em municípios como Petrópolis e São Gonçalo. No Pará, as dificuldades de deslocamento foram registradas na região do Marajó.
Além da prorrogação do horário, a coligação de Lula solicitou que a Polícia Federal e outras autoridades policiais adotassem medidas contra responsáveis por impedir ou dificultar o exercício do voto.
A Federação Brasil da Esperança também pediu que os juízos eleitorais distribuíssem senhas aos eleitores que estivessem aguardando atendimento, inclusive nas áreas externas dos locais de votação.
O pedido mencionou municípios de Minas Gerais afetados por falta de energia elétrica, cidades do Rio Grande do Sul atingidas pelas chuvas e pela cheia do rio Uruguai, além de localidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Entre os municípios citados estavam Belo Horizonte, São Borja, Itaqui, Uruguaiana, Curitiba, Guaratuba e diversas cidades catarinenses.
Com a decisão de estender o período de votação, a totalização dos votos, que já havia começado, foi temporariamente suspensa para adequação ao novo horário.
A medida buscou assegurar que os eleitores ainda presentes em seções abrangidas pela determinação pudessem concluir a votação antes do encerramento definitivo dos trabalhos eleitorais.
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