

Edilson Gonçalves Vilhalba, de 38 anos, foi baleado após, segundo registro policial, atirar contra militares e fugir pelos telhados; na ocorrência, foram apreendidos arma, munições e 2,6 quilos de maconha.
Edilson Gonçalves Vilhalba, de 38 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (16) durante uma ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar na Rua Rosalva Fraga Santos, no bairro Vila Prateada, em Maracaju, município localizado a cerca de 159 quilômetros de Campo Grande.
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais foram até o endereço após receberem uma denúncia anônima sobre possível comercialização de drogas. Ao chegarem ao local, os militares teriam visto Edilson armado em frente à residência.
Segundo o registro policial, ao perceber a aproximação da equipe, ele efetuou disparos contra os policiais e fugiu pelos telhados de imóveis vizinhos. Após um cerco, os militares o localizaram sobre um telhado, ainda segurando um revólver.
A equipe teria ordenado que ele parasse, mas, conforme a versão registrada na ocorrência, Edilson avançou contra os policiais, mantendo a situação de ameaça. Os militares efetuaram disparos para conter a agressão. Depois de ser atingido, ele foi desarmado e socorrido ao Hospital Soriano Corrêa da Silva, onde morreu. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).
Durante a ocorrência, foram apreendidos um revólver calibre .38, 15 munições do mesmo calibre, um dispositivo conhecido como jet loader, utilizado para recarregar revólveres rapidamente, e quatro tabletes de maconha, que somaram 2,685 quilos.
Os policiais também localizaram uma motocicleta Honda de cor preta. Informações preliminares registradas na ocorrência apontam que o veículo seria utilizado para a comercialização de drogas e poderia ter sido empregado em homicídios registrados no município.
A perícia técnica foi acionada, e o coordenador do patrulhamento do Batalhão de Choque acompanhou os procedimentos relacionados à Polícia Judiciária Militar. A ação ocorreu no âmbito da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras.
A ocorrência foi registrada por suspeitas de envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, desobediência, resistência, homicídio decorrente de intervenção de agente legal do Estado e tentativa de homicídio.
Edilson respondia a uma denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul por duas tentativas de homicídio qualificado. O caso ocorreu na madrugada de 3 de novembro de 2013, no Bar do Justino, no bairro Cambaraí, em Maracaju. O processo estava na fase de preparação para julgamento pelo Tribunal do Júri.
De acordo com a acusação, após um desentendimento anterior com uma das vítimas, ele teria ido ao estabelecimento acompanhado de outro homem. Os dois teriam atirado contra dois irmãos, atingidos nas coxas. O Ministério Público apontou possível motivação por vingança e destacou que os disparos em um local público teriam colocado outras pessoas em risco.
Em outro processo, Edilson foi condenado a dois anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O episódio ocorreu em 26 de maio de 2013, na Praça Central de Maracaju, quando policiais encontraram com ele uma pistola calibre 7,65 milímetros e 14 munições intactas. Conforme a sentença, ele admitiu que portava a arma sem registro ou autorização. A pena foi estabelecida em regime inicial semiaberto, além de dez dias-multa, com direito de recorrer em liberdade.
Edilson também foi preso em 15 de agosto de 2011, suspeito de envolvimento na morte de Alexandre Marques da Silva, de 26 anos. O homicídio havia ocorrido três dias antes, após uma discussão entre a vítima e um dos suspeitos.
Na ocasião, Claiton Lampert, apontado como comparsa de Edilson, também foi detido. Durante buscas nas residências dos investigados, os policiais encontraram uma arma que, segundo as informações da ocorrência, teria sido utilizada no crime. Os dois foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil.
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