

O primeiro dia da primavera começou com chuva e risco de temporais em Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, a primeira pancada desta terça-feira (22) foi registrada por volta das 3h03, acompanhada de raios e ventos fortes.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica máxima de 25°C na Capital ao longo do dia.
Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), uma frente fria avança pelo Estado e deixa o tempo instável em diferentes regiões.
A previsão aponta para chuvas mais abrangentes e persistentes, com possibilidade de acumulados superiores a 40 milímetros em 24 horas.
Em algumas áreas, as tempestades podem ser acompanhadas de chuva intensa, raios, rajadas de vento acima de 70 km/h e eventual queda de granizo.
Com o avanço do ar frio, Mato Grosso do Sul poderá registrar o fenômeno conhecido como mínima invertida. Nesse caso, as menores temperaturas do dia ocorrem durante o período diurno, e não necessariamente durante a madrugada.
No Cone-Sul, Leste e Grande Dourados, incluindo municípios como Ponta Porã, Naviraí, Mundo Novo, Dourados, Nova Andradina e Três Lagoas, as mínimas devem ficar entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 23°C a 25°C.
Na região Pantaneira e Sudoeste, que inclui Corumbá, Aquidauana, Miranda, Porto Murtinho e Bonito, as temperaturas devem variar entre 18°C e 20°C pela manhã, podendo chegar a 26°C a 30°C.
No Bolsão e Norte do Estado, com municípios como Paranaíba, Aparecida do Taboado, Chapadão do Sul, Coxim e Sonora, as mínimas ficam entre 21°C e 23°C, enquanto as máximas podem atingir de 28°C a 33°C.
No sul do Estado, os termômetros podem marcar entre 14°C e 16°C.
Os ventos devem começar soprando do quadrante norte e mudar gradualmente para o quadrante sul.
As velocidades previstas ficam entre 50 km/h e 70 km/h, com possibilidade de rajadas superiores a 80 km/h em pontos isolados.
A combinação entre o aquecimento registrado ao longo do dia e o retorno gradual de ar quente e úmido da região amazônica contribui para a formação de áreas de instabilidade.
Segundo o Cemtec, a primavera está entre os períodos do ano com maior frequência de tempestades severas em Mato Grosso do Sul.
Os temporais podem provocar destelhamentos, quedas de árvores, alagamentos, enxurradas e danos à infraestrutura urbana e rural, além de possíveis prejuízos para a produção agropecuária.
Apesar do retorno das chuvas, a estação não significa o fim dos períodos de calor intenso.
A previsão climática para outubro, novembro e dezembro indica temperaturas elevadas em Mato Grosso do Sul, com possibilidade de ondas de calor e tendência de chuvas acima da média histórica, principalmente na região Centro-Sul.
A distribuição das chuvas, porém, deve ocorrer de maneira irregular. Alguns municípios podem registrar períodos de chuva intensa, enquanto outras áreas poderão passar por intervalos de estiagem.
Mesmo durante um trimestre com maior volume de precipitações, também são esperados dias de calor e abafamento.
O prognóstico climático também considera a influência do El Niño sobre as condições atmosféricas.
Projeções divulgadas pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Centro de Previsão Climática (CPC) indicam alta probabilidade de ocorrência do fenômeno entre outubro e dezembro, com possibilidade de intensidade elevada.
Os dados, entretanto, não representam uma previsão específica de tempestades para Mato Grosso do Sul. Os efeitos sobre o Estado dependem da interação do El Niño com outros sistemas meteorológicos regionais e locais.
Os modelos climáticos analisados indicam tendência de temperaturas acima da média durante o trimestre.
Outubro costuma registrar algumas das maiores temperaturas do ano em diferentes municípios, principalmente pela combinação entre maior incidência de radiação solar e distribuição ainda irregular das chuvas.
A passagem de frentes frias, o aumento da nebulosidade e os períodos chuvosos podem provocar quedas temporárias nas temperaturas.
Historicamente, os acumulados de chuva entre outubro e dezembro ficam entre 400 e 500 milímetros na maior parte de Mato Grosso do Sul.
No Sul e Nordeste do Estado, os volumes históricos variam entre 500 e 600 milímetros, enquanto no Noroeste ficam entre 300 e 400 milímetros.
Esses valores representam médias históricas e não correspondem necessariamente ao volume que será registrado neste ano.
Mesmo com o retorno das chuvas, o risco de incêndios florestais e queimadas ainda exige atenção.
A projeção para setembro, outubro e novembro mantém grande parte de Mato Grosso do Sul nas categorias de “Atenção” e “Alerta”, de acordo com análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A classificação de atenção indica risco moderado e necessidade de preparação para possíveis focos de calor. Já o nível de alerta representa risco elevado e demanda reforço nas ações de prevenção e mobilização das equipes responsáveis.
Os prognósticos climáticos indicam tendências para o trimestre, mas não permitem determinar antecipadamente quando ou exatamente onde ocorrerão tempestades severas.
Para acompanhar riscos de curto prazo, a recomendação é consultar regularmente as previsões meteorológicas e os avisos oficiais atualizados.
Mín. 21° Máx. 33°



