

Um tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, do quadro da reserva, foi encontrado morto na manhã deste domingo (13), às margens da Avenida Tamandaré, na Vila Nasser, em Campo Grande. Ele estava com uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo no peito e ao lado de uma arma.
O policial aposentado havia sido denunciado pela própria filha, em agosto deste ano, por estupro de vulnerável e outros crimes contra a dignidade sexual. Segundo o relato da mulher, os abusos teriam começado quando ela tinha 9 anos e se repetido ao longo da infância e adolescência.
O corpo foi localizado por um cliente de um posto de combustíveis próximo ao local. Conforme um frentista, que preferiu não se identificar, os funcionários ouviram os disparos, mas inicialmente acreditaram que o barulho tivesse sido provocado por uma motocicleta.
Posteriormente, um cliente avisou aos funcionários que havia um homem caído na rua. A polícia foi acionada e o local foi isolado para os trabalhos de perícia e demais procedimentos necessários à investigação das circunstâncias da morte.
Ainda segundo o frentista, o tenente-coronel era cliente do posto e morava nas proximidades, sendo conhecido pelos funcionários.
Denúncia de violência sexual
Em agosto, a filha do policial, atualmente com 33 anos, procurou a 11ª Companhia Independente da Polícia Militar para denunciar o pai, então com 52 anos. Conforme o registro policial, ela afirmou que os abusos começaram aos 9 anos.
Ainda segundo o relato, aos 13 anos teria ocorrido a primeira conjunção carnal. A partir dos 15 anos, conforme a denúncia, o pai passou a insistir para que mantivessem relações sexuais. A mulher também afirmou ter sido ameaçada com uma arma de fogo para que permanecesse em silêncio.
A denúncia aponta ainda que os supostos abusos não teriam se limitado à filha. Ela relatou ter presenciado o pai molestando sexualmente uma afilhada, filha de seu irmão. Conforme o documento, o episódio teria motivado, na época, medidas judiciais e policiais contra o investigado.
A mulher também declarou que o próprio irmão teria sido vítima de abuso sexual praticado pelo pai durante a infância.
Identidade preservada
O Fala Verdade MS optou por não divulgar a identidade do investigado. A medida busca evitar a exposição e a identificação indireta das vítimas e de outros familiares mencionados na denúncia.
As circunstâncias da morte do policial e os fatos relatados na denúncia são apurados pelas autoridades.
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