15°C 25°C
Campo Grande, MS
Publicidade
Anúncio

Médico réu por feminicídio pede prisão domiciliar após cateterismo

João Jazbik Neto, de 78 anos, permanece internado em hospital de Campo Grande após passar por procedimento cardíaco; Justiça aguarda documentos médicos para analisar solicitação da defesa.

19/10/2026 às 13h47
Por: Leandro Colman
Compartilhe:
Médico réu por feminicídio pede prisão domiciliar após cateterismo

O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, réu pelo feminicídio da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, permanece internado no Hospital da Cassems, em Campo Grande. Após apresentar complicações de saúde enquanto estava custodiado no Centro de Triagem Anísio Lima, ele foi submetido a um cateterismo cardíaco e a uma angioplastia, com colocação de stents para manter as artérias abertas e favorecer o fluxo sanguíneo.

Diante do quadro clínico, a defesa apresentou à Justiça um pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias. O argumento é de que as condições de saúde do acusado exigem cuidados que, segundo os advogados, não seriam adequadamente garantidos no ambiente prisional.

A internação provocou o adiamento da primeira audiência de instrução e julgamento do processo. O juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, remarcou os depoimentos das testemunhas de acusação para o fim de outubro. A previsão é que o interrogatório do réu ocorra no início de novembro.

Antes de decidir sobre a solicitação da defesa, o magistrado aguarda informações atualizadas sobre o estado de saúde do médico, além de laudos e documentos fornecidos pelo hospital.

Questionado sobre o quadro clínico do paciente, o Hospital da Cassems informou que não divulga detalhes ou informações sobre o estado de saúde das pessoas internadas na unidade.

O advogado José Belga Trad, responsável pela defesa, criticou a manutenção da prisão e afirmou que considera a situação uma ameaça à vida do cliente. O defensor também reiterou que o médico é inocente das acusações e declarou que solicitará a apuração de eventuais responsabilidades criminais caso ocorra algum agravamento com o acusado.

O caso

Fabíola Marcotti, de 51 anos, foi encontrada morta em maio de 2026, na Chácara dos Poderes, propriedade onde vivia com o marido, em Campo Grande.

Na ocasião, João Jazbik Neto sustentou que a esposa havia cometido suicídio. Entretanto, as investigações conduzidas pela Polícia Civil identificaram indícios considerados incompatíveis com essa versão, incluindo sinais de agressão. Ao concluir o inquérito, a polícia apontou o feminicídio como causa criminal investigada.

O médico responde judicialmente por feminicídio, violência psicológica, fraude processual e posse irregular de arma de fogo. O processo segue em andamento, e as acusações ainda serão examinadas pela Justiça.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Campo Grande - MS
Sobre o município
dfds
Ver notícias
Campo Grande, MS
23°
Parcialmente nublado

Mín. 15° Máx. 25°

23° Sensação
12.96km/h Vento
46% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h04 Nascer do sol
18h42 Pôr do sol
Ter 32° 17°
Qua 34° 22°
Qui 29° 21°
Sex 26° 20°
Sáb 33° 21°
Atualizado às 20h01
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,04 +0,05%
Euro
R$ 5,65 +0,10%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,33%
Bitcoin
R$ 435,638,24 -0,53%
Ibovespa
205,079,25 pts -0.17%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias