

Um homem de 29 anos foi alvo de um atentado com mais de 10 disparos de arma de fogo na tarde de domingo (27), na região conhecida como Cascalheira, no Bairro Industrial, em Três Lagoas. Apesar da quantidade de tiros, ninguém ficou ferido.
Segundo o registro policial, o rapaz estava no local acompanhado da mãe, do irmão e da cunhada quando um carro preto, ocupado por dois homens, se aproximou. Os suspeitos teriam se afastado ao perceber a presença dos familiares.
Poucos minutos depois, a dupla retornou armada e efetuou diversos disparos na direção do rapaz e de seu irmão. Para escapar dos tiros, os dois correram para uma área de mata, onde permaneceram escondidos até a chegada de uma equipe da Força Tática da Polícia Militar.
Aos policiais, o rapaz afirmou ter reconhecido os dois suspeitos. Segundo o relato, o atentado estaria relacionado a um desentendimento anterior envolvendo uma acusação de estupro, na qual ele teria sido apontado como envolvido.
Equipes policiais realizaram buscas pela região e também foram a possíveis endereços ligados aos suspeitos, mas ninguém foi localizado.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e será investigado pela Polícia Civil.
Ocorrência anterior
O caso tem relação com outro registro policial feito em julho deste ano. Na ocasião, um homem de 73 anos procurou a polícia e relatou ter sido vítima de perseguições, ameaças e tentativas de agressão após um desentendimento envolvendo seu filho, que teria acusado o rapaz de estupro.
Segundo o registro, o acusado teria comparecido repetidas vezes à residência do idoso e do filho para tirar satisfações e fazer ameaças.
Em um dos episódios, o idoso relatou que estava em um imóvel vizinho realizando serviços quando percebeu a aproximação do rapaz, que carregava um objeto nas mãos, descrito por testemunhas como um pedaço de madeira.
Temendo pela própria segurança, o homem entrou no veículo e deixou o local. Diante dos relatos, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares para impedir a aproximação e qualquer tipo de contato entre as partes.
O caso anterior também passou pelo sistema de Justiça e teve encaminhamento ao Juizado Especial Criminal, enquanto os fatos relacionados seguem sendo apurados pelas autoridades.
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