

Uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) aponta que uma carga de 326 quilos de cocaína apreendida em operação conjunta da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) teria sido negociada poucas horas após chegar à custódia policial.
De acordo com o relatório, a droga foi encontrada escondida em um compartimento oculto de um veículo que transportava uma placa solar. A apreensão resultou na prisão em flagrante de dois homens e na retirada de circulação de 326 quilos de cloridrato de cocaína.
Segundo os investigadores, apenas 48 minutos após a chegada da carga ao local de armazenamento, conversas interceptadas passaram a tratar da possível comercialização do entorpecente. O material reunido pela investigação aponta diálogos entre o traficante Edmilson Santos Pereira e Lucas da Silva dos Santos, conhecido como “LK”, apontado como intermediário entre policiais e integrantes da organização criminosa.
Em uma das mensagens analisadas, os interlocutores fazem referência a uma droga que teria acabado de chegar, trecho que, segundo o Gaeco, estaria relacionado à carga apreendida naquele mesmo dia.
A investigação também cita os nomes dos policiais civis Neverson Vieira de Araújo, Nilton Cesar Sales dos Santos e Roberto Palmeira da Silva, que aparecem mencionados nos documentos analisados pelo órgão.
Outro elemento apontado no relatório é a identificação da inscrição “BUGATTI” em parte dos tabletes apreendidos. Dias depois da apreensão, uma fotografia enviada entre investigados mostraria um pacote com a mesma marca. Embora a imagem original tenha sido apagada, uma miniatura permaneceu armazenada em um dos aparelhos celulares periciados.
Para o Gaeco, a coincidência da inscrição encontrada nos tabletes apreendidos e na fotografia compartilhada reforça a suspeita de que a droga negociada pelos investigados seria a mesma carga retirada de circulação durante a operação policial.
O caso integra um conjunto de investigações que apuram um suposto esquema de desvio e comercialização de entorpecentes apreendidos, além da possível participação de agentes públicos e integrantes de organização criminosa.
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