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Polícia Cárcere privado

Guarda é preso por suspeita de manter companheira em cárcere privado em Campo Grande

O suspeito teria monitorado a mulher por meio das câmeras de segurança da casa

21/09/2026 às 13h27
Por: Junior Rodovalho Fonte: Midiamax
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Guarda é preso por suspeita de manter companheira em cárcere privado em Campo Grande

Um GCM (guarda civil metropolitano), de 35 anos, foi preso suspeito de manter a companheira em cárcere privado, em Campo Grande. A prisão ocorreu na manhã de quinta-feira (17) e foi convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (18).

Segundo informações apuradas, a denúncia chegou à polícia na quarta-feira (16), quando uma equipe do SIG (Setor de Investigações Gerais) iniciou diligências para verificar a situação.

Uma testemunha informou aos policiais que a mulher estaria permanecendo dentro de casa por medo do companheiro, descrito como agressivo. Ela também estaria há alguns dias sem frequentar as aulas da faculdade.

Ainda conforme o relato, a vítima seria monitorada pelo suspeito por meio das câmeras de segurança instaladas na residência. A testemunha afirmou também que a mulher teria sido agredida no dia 8 deste mês.

Os policiais foram até o imóvel para localizar o guarda, mas ele não estava no local. Na manhã seguinte, quinta-feira (17), a equipe retornou e passou a monitorar a residência.

Cerca de 20 minutos depois, o suspeito saiu de casa em uma motocicleta, aparentemente para trabalhar, e foi abordado pelos investigadores. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Na sexta-feira (18), o guarda passou por audiência de custódia, quando a Justiça decretou a prisão preventiva. A vítima também solicitou medidas protetivas de urgência contra o suspeito.

Guarda é afastado preventivamente

Procurada pelo Jornal Midiamax, a Prefeitura de Campo Grande informou nesta segunda-feira (21) que o guarda foi afastado preventivamente das funções por 60 dias.

Em nota, a Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) afirmou que não compactua com condutas incompatíveis com os princípios, deveres e responsabilidades relacionados à função pública e que adotará as medidas administrativas cabíveis conforme o avanço das investigações.

A secretaria ressaltou ainda que o caso permanece sob apuração dos órgãos competentes e que serão assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

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