
A Polícia Federal investiga um esquema de fraude em sistemas federais que teria sido utilizado para viabilizar a grilagem de terras em Mato Grosso do Sul. A apuração indica que os envolvidos manipulavam informações em plataformas oficiais para dar aparência legal à ocupação irregular de áreas.
Segundo a investigação, os suspeitos inseriam dados falsos em cadastros públicos, simulando a existência de propriedades rurais ou alterando informações de áreas já registradas. A prática permitiria a tentativa de regularização indevida de terras, incluindo áreas públicas.
Entre os sistemas utilizados no esquema estão o de gestão fundiária e o cadastro ambiental rural, que são bases oficiais usadas para controle e regularização de imóveis no país. A fraude consistia na inclusão de informações ideologicamente falsas, muitas vezes com sobreposição de áreas.
As apurações também identificaram possíveis irregularidades relacionadas à declaração de reserva legal, com dados inconsistentes para aparentar conformidade ambiental.
Mandados foram cumpridos em cidades de Mato Grosso do Sul, e os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica, uso de documento falso e invasão de terras públicas.
A investigação teve início a partir de levantamentos realizados durante ações no Pantanal, quando surgiram indícios de manipulação sistemática de dados para beneficiar ocupações irregulares.
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