
O Poder Judiciário marcou audiência para o caso do homicídio de Maria de Fátima Alves, ocorrido em Campo Grande. A prima da vítima e um comparsa seguem presos desde dezembro, quando o corpo foi encontrado na BR-262, às margens do anel rodoviário da Capital.
Em fevereiro, a Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a prisão da acusada após negar o pedido de revogação. Agora, a audiência foi agendada para o dia 27 de abril, quando devem ser ouvidas testemunhas de acusação, defesa e, possivelmente, os réus.
Maria foi localizada já sem vida, com marcas de tiros, na tarde de 3 de dezembro. Natural de Minas Gerais, ela estava em Mato Grosso do Sul havia cerca de três meses, após relatar ter sido vítima de violência por parte do ex-companheiro em seu estado de origem.
As investigações apontam que o crime teria sido motivado pela descoberta de um estoque de cocaína. Segundo a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, no dia do crime, Maria foi até a casa da prima para buscar documentos e, ao abrir um guarda-roupa, encontrou tabletes da droga.
De acordo com o apurado, ao perceber que a vítima havia manuseado o entorpecente, a prima, temendo ser denunciada, decidiu matá-la com a ajuda de um homem.
Conforme explicou o delegado Rodolfo Daltro, há indícios de que os documentos da vítima foram retidos com a intenção de utilização em atividades ilícitas. A suspeita é de que eles seriam usados para abertura de empresas, como forma de dar aparência legal a valores oriundos do tráfico de drogas.
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