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PIB dos municípios maranhenses revela desconcentração da riqueza entre 2010 e 2023

Os dados apontam para um processo de desconcentração da riqueza, marcado pela redução da participação de São Luís no PIB estadual e pela ascensão d...

19/12/2025 às 15h18
Por: Anderson Lugnani Fonte: Secom Maranhão
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Foto: Reprodução/Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) lançou nesta sexta-feira(19)  a publicação “Produto Interno Bruto dos Municípios do Estado do Maranhão”, um levantamento sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios maranhenses. 

A pesquisa evidencia uma significativa transformação na estrutura econômica do estado, entre os anos de 2010 e 2023. Os dados apontam para um processo de desconcentração da riqueza, marcado pela redução da participação de São Luís no PIB estadual e pela ascensão de municípios do interior, impulsionados por atividades econômicas estratégicas.

Ao longo de 13 anos, a capital maranhense perdeu 10,9 pontos percentuais de participação no PIB do estado, reflexo do crescimento mais acelerado de outras regiões. O movimento indica uma redistribuição territorial da produção e o fortalecimento de novas dinâmicas econômicas fora da Região Metropolitana de São Luís. 

Entre os municípios que mais ampliaram sua representatividade no PIB estadual, Santo Antônio dos Lopes se destaca como o principal caso. O município acumulou um ganho de 3,3 pontos percentuais na participação do PIB maranhense, resultado associado, sobretudo, à consolidação de atividades ligadas à infraestrutura, à produção de gás natural e à geração de energia — setores que têm elevado rapidamente o valor adicionado à economia estadual.

Outros municípios também apresentaram avanços expressivos no ranking do PIB. Godofredo Viana protagonizou a maior ascensão no período, saltando 116 posições — do 141º lugar em 2010 para o 25º em 2023. Bernardo do Mearim seguiu trajetória semelhante, avançando 105 posições, ao passar da 198ª para a 93ª colocação. 

Esses movimentos reforçam a influência de grandes investimentos, da expansão de setores-chave e de mudanças no perfil produtivo local sobre a hierarquia econômica municipal. Quando a análise considera o PIB per capita — indicador que relaciona o PIB à população e expressa a renda média por habitante —, as transformações se tornam ainda mais evidentes. Em 2023, Santo Antônio dos Lopes registrou o maior PIB per capita do Maranhão, alcançando R$ 362.456,13. O desempenho coloca o município na 12ª posição no ranking nacional e como o 2º maior do Nordeste.

Tasso Fragoso também figura entre os destaques, com PIB per capita de R$ 295.272,88, ocupando a 2ª posição no estado e a 23ª no Brasil.  Já Afonso Cunha apresentou a maior evolução no ranking estadual, ao subir 137 posições em relação a 2010, passando do 186º para o 49º lugar em 2023, com PIB per capita de R$ 17.185,02. Apesar do valor ainda inferior ao dos líderes, o avanço indica melhora significativa da produção por habitante.

Em contraste, São Luís não apenas perdeu participação no PIB total do Maranhão, como também recuou no ranking do PIB per capita. A capital caiu do 2º lugar em 2010 para a 11ª posição em 2023, com R$ 40.846,68 por habitante, deixando o Top 10 estadual. 

O resultado do levantamento evidencia a crescente influência de municípios menores e mais especializados, que, aliados à baixa densidade populacional e à presença de grandes empreendimentos, alcançam elevados níveis de produção média por pessoa.

O presidente do IMESC, Dionatan Carvalho, destaca que os resultados do estudo revelam um novo cenário de desenvolvimento no estado. “O que observamos é uma interiorização da economia maranhense. Municípios que antes tinham baixa participação no PIB, agora ganham relevância, impulsionados por investimentos em energia, mineração e infraestrutura”, explica Dionatan. “Esse movimento contribui para uma distribuição mais equilibrada da atividade econômica e reforça a importância de políticas públicas voltadas para o fortalecimento regional. O conjunto de dados revela um rearranjo relevante da economia maranhense e aponta para a importância de  aprofundar a análise sobre os fatores que impulsionaram esse novo padrão de desenvolvimento no estado”, concluiu.

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