
O Hospital Materno Infantil (HMI) de Marabá atravessa um período de transformação, marcado por um volume recorde de atendimentos e a implementação de uma série de melhorias focadas na humanização e eficiência dos serviços de saúde. Em um balanço parcial do ano de 2025, a direção da unidade aponta avanços significativos na gestão de pacientes, infraestrutura e capacitação de equipes.
Os números impressionam. Até outubro de 2025, o HMI realizou mais de 18 mil atendimentos na recepção, abrangendo gestantes, puérperas e recém-nascidos de até 28 dias de vida. O hospital efetuou mais de 5 mil internações e assistiu a mais de 3.600 partos, entre normais e cesáreas.


O diretor do HMI, o médico ginecologista e obstetra Fábio Farias, destaca a abrangência regional do hospital, que atende não apenas Marabá, mas pacientes de 38 municípios vizinhos, como Itupiranga, São Domingos do Araguaia e Curionópolis.
“Nosso ano nem terminou, mas temos a alegria de ver que várias mudanças para melhor já estão fazendo a diferença, hoje e no futuro. A demanda é muito grande. Para se ter ideia, nossa UCI Neonatal recebeu cerca de 702 bebês de janeiro até outubro. São números que demonstram a relevância do nosso trabalho na região”, afirma Dr. Fábio.


A gestão atual identificou a necessidade urgente de expansão do espaço físico do hospital, que funciona em uma estrutura da década de 1960 e que, desde 2008, opera frequentemente acima de sua capacidade.
Uma das principais ações em andamento é a reforma do antigo prédio do Serviço de Atendimento Especializado/ Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA). Após a conclusão das obras, o local abrigará a agência transfusional, o banco de leite e o lactário, este último essencial para o tratamento do leite materno utilizado pelos bebês na UCI Neonatal.
“Essa mudança de estrutura física vai gerar uma ampliação de leitos no hospital e melhorar muito o acolhimento das pacientes, oferecendo um lugar digno durante o internamento”, explica o diretor.


Mais do que obras, a direção do HMI investe na mudança de processos e na humanização do atendimento. Cerca de 500 funcionários trabalham na unidade, e a capacitação é uma prioridade. Com um auditório de 50 lugares, o hospital promove treinamentos frequentes, abordando temas técnicos e de relações interpessoais. Recentemente, a equipe de psicologia ministrou um treinamento sobre comunicação não violenta, visando melhorar a interação entre funcionários e pacientes.
“Acreditamos que as mudanças não são só estruturais. Estamos buscando, através de treinamentos e da cooperação, um atendimento humanizado, onde a paciente se sinta acolhida e segura para ter a melhor experiência de parto possível”, pontua o médico.


Para otimizar o tempo de internação e diminuir a espera, o HMI implementou o gerenciamento da regulação municipal e estadual por meio de fluxogramas e protocolos eficientes. Isso permite que os pacientes sejam melhor remanejados e retornem para casa mais cedo, após receberem o tratamento necessário.
Houve também um reforço no corpo de trabalhadores. Por meio de processo seletivo simplificado, novos profissionais foram contratados para reequilibrar a relação entre o grande volume de pacientes e o número de funcionários, combatendo a sobrecarga anterior e garantindo um atendimento mais digno.
Projeto Acolher e futuro centro de parto normal
Combatendo visões equivocadas sobre o HMI, a gestão se empenha em transformar a experiência do parto em um momento seguro e satisfatório. O hospital adotou a apresentação do Plano de Parto, um documento onde a gestante e sua família expressam suas preferências para o momento do nascimento. Além disso, o HMI é o primeiro da região a oferecer o Projeto Acolher.
“O Projeto Acolher é um projeto lindo que funciona aqui no hospital todas as quartas-feiras, às 9h da manhã. Ele recebe pacientes e familiares para explicar o funcionamento do hospital, os procedimentos e o que esperar do atendimento”, detalha Dr. Fábio.


Outra solução encontrada para melhorar o atendimento às pacientes foi a garantia do direito de acompanhantes para as mamães. “Uma das primeiras preocupações foi fazer com que as garantias legais de presença de acompanhante fossem estabelecidas para todas as pacientes. Mesmo aquelas vítimas de perda fetal, ou seja, de abortamento, nós tivemos a garantia dessa lei pela lei do luto parental, onde as pacientes, mesmo que tivessem óbito fetal ou abortamento, elas tinham direitos à acompanhante e nós acrescentamos como direito da paciente”.
Para o futuro, já há planos concretos para a construção de um centro de parto normal nas adjacências do HMI, um local específico para um acolhimento ainda mais humano e focado nas pacientes que optam pelo parto normal.








Texto: Fabiana Alves
Fotos: Paulo Sérgio Santos e Arquivo
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