
Representantes da Prefeitura de Marabá, Ministério Público e Câmara Municipal realizaram uma reunião com moradores da Vila Espírito Santo para sanar dúvidas sobre o projeto final da orla, que será construída às margens do Rio Tocantins. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira, 11.
A obra licitada iniciará após o período do inverno amazônico, sendo executada por uma construtora do estado do Tocantins. Segundo o secretário-adjunto de Viação e Obras Públicas, Dário Veloso, o cronograma está definido.



“Convocamos a empresa vencedora e ela está vindo para tratarmos do plano de ação das obras, que devem começar a partir de abril de 2026, após o período de chuvas e também quando o rio vai estar em uma situação mais tranquila em relação ao trabalho, não só da parte de terraplanagem principal, como também da contenção da orla. Vai ser uma obra muito importante para incentivar o turismo e, principalmente, a parte ambiental aqui da Vila do Espírito Santo”, ressalta.
A orla terá 200 metros de extensão e entre 30 e 40 metros de largura, dependendo do ponto. Contará com área de passeio para contemplação da vista para o rio, espaço para camping com quiosques, estacionamento, oito restaurantes e uma casa de apoio aos barqueiros e pescadores, somando 1.700 metros quadrados de área construída.
A orla foi pensada para ser um cartão-postal da cidade, que fortalecerá o turismo sustentável de base ribeirinha. O objetivo é executar a obra derrubando o menor número possível de árvores, integrando o rio à comunidade. A arquiteta da Sevop, Marize Rech, explica o conceito do projeto.


“O projeto foi pensado olhando para o rio. É um projeto voltado para o rio, com um olhar também para a comunidade. A gente queria que a população usufruísse de tudo o que a gente tem. Temos uma comida boa, um lugar bonito. O projeto foi pensado nisso, para ter sustentabilidade, preservação e também o apoio para todos esses restaurantes e barqueiros”, pontua.
O Ministério Público realiza reuniões e acompanhamento na Vila Espírito Santo há quatro anos e o projeto da orla foi idealizado desde o início com a participação das pessoas que moram e trabalham na vila para que o projeto atenda à realidade local.
A promotora de Justiça de Meio Ambiente, Josélia Barros, participou do encontro. Para ela, a obra alia o incentivo ao desenvolvimento econômico à preservação ambiental.


“Vai melhorar muito a vida deles e também questão ambiental porque eles vão verificar que com a preservação ambiental, eles vão atrair um público que gosta, que precisa conviver com a natureza, turistas, inclusive internacionais. Eles vão funcionar como fiscais ambientais porque a preservação da área vai fazer com que o negócio deles valorize”, observa a promotora.
Francisca Moura possui um restaurante na orla e mora na vila há 28 anos. Ela avalia que a obra proporcionará melhorias significativas para a comunidade e que o momento da reunião é essencial para os moradores tirarem dúvidas.


“Eu acho muito bom porque essa orla é bem-vinda. Estamos recebendo com todo carinho do mundo. Eu acho que quanto mais nós tirarmos dúvidas, melhor. Os turistas que virão, as pessoas diferentes que vão aparecer, os que já estão vindo. Vai melhorar o nosso ganho. Nós temos muito cuidado e eu peço que os outros também tenham. Nós vamos ser os vigilantes aqui dessa beira do rio”, destaca.
José Pereira, além de morador, também possui um estacionamento próximo à orla. Ele observa que o momento de reunião ajuda a tirar dúvidas e a compreender como a obra modificará as dinâmicas locais.


“A gente acha um momento bom, que vai melhorar para nós e para a comunidade. Aí, vai ter muita coisa boa, lazer, estacionamento. Vai ser bom para nós, para o pessoal do restaurante, barqueiros, pessoal dos estacionamentos privados. Tudo vai ter melhoria para nós”, comenta.
Atualmente a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) finaliza o levantamento dos moradores locais a fim de averiguar possíveis remanejamentos e indenizações.



“Nossa contribuição é avaliar as pessoas que hoje, de fato, estão ocupando a área que vai ser afetada pela obra e, eventualmente, identificar formas de indenizá-las ou compensá-las em decorrência da necessidade de desocupação da área. Vamos verificar a viabilidade de remanejar os restaurantes para outra área ao lado ou próxima para que a atividade econômica dessas pessoas não seja prejudicada”, comenta o superintendente de Desenvolvimento Urbano de Marabá, Fernando Pacheco.
Na ocasião, a Sevop também anunciou a pavimentação da Estrada do Espírito Santo, das ruas da vila e requalificação da UBS que atende a comunidade.






Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Paulo Sérgio Santos
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