Política REFORMA ADMINISTRATI
Riedel avalia mudanças em secretarias e prepara ajustes para novo mandato
Governador de Mato Grosso do Sul quer identificar falhas da gestão, revisar políticas públicas e estudar medidas para ampliar a eficiência administrativa e a arrecadação estadual.
22/10/2026 09h48
Por: Leandro Colman

O governador reeleito de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, determinou uma avaliação abrangente da atual administração para orientar as decisões do próximo mandato. O levantamento deverá considerar não apenas as entregas realizadas, mas também os problemas identificados ao longo da gestão e as medidas necessárias para corrigir falhas.

A análise poderá resultar em mudanças na estrutura do governo, na distribuição de responsabilidades entre secretarias e na composição da equipe de primeiro escalão. A proposta é utilizar os resultados do balanço para definir prioridades e aprimorar a execução das políticas públicas nos próximos quatro anos.

Secretarias podem passar por reorganização

Entre as possibilidades em análise está a divisão da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Uma das alternativas prevê a criação de uma pasta específica para a área de Justiça, com a vinculação da estrutura responsável pela administração penitenciária.

A mudança permitiria separar a gestão do sistema prisional das atribuições relacionadas à segurança pública. A proposta, entretanto, ainda está em avaliação e não tem formato definitivo.

Outra estrutura que poderá ser modificada reúne as áreas de Turismo, Esporte e Cultura. O governo estuda alternativas para reorganizar essas atividades, mas ainda não há definição sobre uma eventual divisão ou redistribuição das competências.

As mudanças fazem parte de uma revisão administrativa mais ampla, que poderá alcançar tanto o funcionamento das secretarias quanto a escolha de seus titulares.

Mudanças na equipe e critérios técnicos

A avaliação da gestão também poderá influenciar a formação da equipe governamental. A possibilidade de substituir secretários está entre os desdobramentos do diagnóstico, conforme as prioridades estabelecidas pelo governador.

A orientação anunciada é manter critérios técnicos na escolha dos integrantes da administração. Nesse contexto, antigos auxiliares que deixaram seus cargos para disputar as eleições e não conseguiram se eleger poderão voltar a ocupar funções públicas, desde que atendam às necessidades do governo.

Um eventual retorno não significa, necessariamente, a retomada do posto anterior. A experiência profissional e a adequação de cada nome às novas atribuições deverão ser consideradas na definição da equipe.

Ajustes fiscais e revisão de incentivos

Na área econômica, o governo também avalia medidas para ampliar a arrecadação estadual. Entre as frentes de trabalho estão o combate à sonegação fiscal, a análise dos incentivos concedidos a diferentes setores e a revisão de benefícios considerados passíveis de alteração.

A proposta envolve avaliar os resultados proporcionados pelos incentivos fiscais e verificar se os benefícios concedidos apresentam retorno compatível para o Estado. Paralelamente, o combate à sonegação busca recuperar receitas que deveriam ingressar nos cofres públicos.

Até que as medidas sejam detalhadas, ainda não é possível dimensionar quais setores poderão ser afetados ou qual será o impacto das mudanças sobre as contas estaduais.

Anúncio previsto antes do recesso

A expectativa é que parte das alterações seja apresentada antes do recesso parlamentar. Algumas medidas poderão ser implementadas por atos administrativos, enquanto outras dependerão de projetos de lei e da aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

A revisão deverá funcionar como instrumento de planejamento para o próximo ciclo de governo. Além de identificar os resultados alcançados, o objetivo é apontar dificuldades, corrigir procedimentos e estabelecer prioridades para a administração estadual.

O alcance das mudanças dependerá das conclusões da equipe e das decisões tomadas por Riedel após a análise dos resultados. A reorganização administrativa e os possíveis ajustes fiscais deverão indicar quais áreas receberão maior atenção na próxima etapa da gestão.