Lideranças políticas de perfil conservador de Mato Grosso do Sul vão se reunir nesta quarta-feira (7), em Brasília, com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para discutir as estratégias da campanha no segundo turno das eleições.
A agenda contará com a participação do presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, e do governador Eduardo Riedel (PP), além de outros integrantes da bancada e lideranças políticas do Estado.
O primeiro compromisso está previsto para ocorrer durante a manhã, em uma reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho. O encontro deve reunir senadores, governadores e deputados eleitos.
À tarde, as lideranças terão uma reunião diretamente com Flávio Bolsonaro. Segundo Azambuja, o candidato não tem, neste momento, previsão de visita a Mato Grosso do Sul durante a campanha do segundo turno.
A principal estratégia do grupo será ampliar a participação dos eleitores no segundo turno e buscar votos entre aqueles que não compareceram às urnas na primeira etapa da eleição.
Mato Grosso do Sul apresentou uma das maiores taxas de abstenção do país no primeiro turno, realizado no domingo (4). Aproximadamente um em cada quatro eleitores deixou de votar.
Segundo Azambuja, a mobilização contará com a participação de diferentes lideranças políticas, incluindo candidatos que não conseguiram se eleger.
O objetivo é ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no Estado e, principalmente, reduzir o número de eleitores que deixam de comparecer às urnas.
Do outro lado da disputa, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também deverá intensificar a mobilização nos estados durante o segundo turno.
Até o momento, Mato Grosso do Sul não aparece entre os primeiros destinos previstos para uma eventual agenda presencial do petista, segundo lideranças locais.
No Estado, a estratégia da campanha será concentrada em ações de mobilização, divulgação de informações e apresentação de propostas e dados aos eleitores, além da atuação junto aos apoiadores.
Com a definição do segundo turno, os grupos políticos passam a concentrar esforços principalmente sobre os eleitores indecisos e aqueles que não participaram da primeira votação.