Saúde SAÚDE
Pólen aumenta no ar durante a primavera e pode agravar sintomas respiratórios
Alergias sazonais podem provocar crises de asma, bronquite e sinusite; especialistas recomendam hidratação, alimentação adequada e acompanhamento médico
30/09/2026 10h58
Por: Leandro Colman

A chegada da primavera traz mudanças nas condições ambientais que podem favorecer o aparecimento ou a intensificação de sintomas respiratórios. Entre os fatores associados à estação está o aumento da presença de pólen no ar, que pode desencadear reações alérgicas em pessoas predispostas.

O pólen é uma das substâncias capazes de provocar processos alérgicos. Outros exemplos incluem ácaros, poluentes e determinadas substâncias presentes no ambiente. Segundo especialistas, uma pessoa pode apresentar alergia a um único agente sem necessariamente desenvolver reações a outros.

Em pessoas que já possuem doenças respiratórias ou predisposição alérgica, os sintomas podem se tornar mais intensos. Quadros de asma, bronquite e sinusite estão entre os problemas que podem aparecer ou piorar durante períodos de maior circulação de partículas no ar.

Sintomas exigem atenção

Embora muitas reações alérgicas sejam leves, processos inflamatórios sem acompanhamento adequado podem se agravar. Por isso, pessoas que já possuem diagnóstico de alergia ou doenças respiratórias devem observar mudanças nos sintomas e manter o acompanhamento médico.

Durante a primavera, o pólen pode ser encontrado em diferentes ambientes e não fica restrito a jardins ou locais com grande quantidade de flores. Como a presença dessas partículas está relacionada ao ciclo natural das plantas, não é possível eliminar completamente a exposição.

Para reduzir o impacto dos períodos de maior circulação de pólen, especialistas recomendam manter uma rotina saudável, com boa hidratação e alimentação equilibrada. Pessoas que fazem tratamento contínuo também devem seguir as orientações médicas e manter os medicamentos prescritos.

Mudanças de temperatura também exigem cuidados

A primavera também é marcada por variações significativas de temperatura ao longo do dia. Em Mato Grosso do Sul, períodos de calor intenso podem alternar com temperaturas mais amenas, aumentando a sensação de desconforto para algumas pessoas.

A mudança frequente entre ambientes muito quentes e locais climatizados pode provocar alterações temporárias no sistema respiratório e circulatório. No entanto, especialistas destacam que o chamado choque térmico não deve ser apontado isoladamente como causa de doenças e que os efeitos dependem da intensidade da variação de temperatura e das condições de saúde de cada pessoa.

Vacinação e tratamento devem continuar

Mesmo com o fim do período mais frio, vírus respiratórios continuam circulando durante a primavera e o verão. Por isso, manter a vacinação atualizada é uma das medidas recomendadas para reduzir o risco de complicações.

Pessoas com asma, alergias ou outras doenças respiratórias crônicas também devem manter os tratamentos de controle conforme orientação dos profissionais de saúde.

Em caso de falta de ar, chiado intenso no peito, dificuldade para respirar ou agravamento repentino dos sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico.