Meio Ambiente Temporal
Vento derruba capivara gigante que virou “ponto turístico” da Capital
Escultura de quase três metros perdeu a xícara e ficou deitada sobre a fachada
11/09/2026 09h44
Por: Junior Rodovalho Fonte: Campo Grande News

Capivara gigante que virou atração em avenida de Campo Grande é derrubada por temporal

A capivara gigante que se tornou ponto de parada para fotos na Avenida Coronel Antonino, em Campo Grande, não resistiu à força do temporal que atingiu a cidade na tarde desta quinta-feira (10). A escultura de fibra, com quase três metros de altura, foi derrubada pelas fortes rajadas de vento e acabou sobre o telhado da salgaderia instalada no número 319 da avenida.

Com a queda, a capivara perdeu a xícara que segurava e ficou deitada sobre a estrutura do comércio. O estrago ocorreu durante a sequência de chuva, granizo e ventos fortes que atingiu a Capital no fim da tarde.

A situação chama atenção porque, há cerca de seis meses, a mesma escultura havia sido destaque em reportagem do Campo Grande News como a principal aposta dos proprietários para chamar a atenção de quem passava pelo local.

Instalada no alto da fachada, com uma xícara de café e um salgado nas mãos, a capivara fazia motoristas e pedestres diminuírem a velocidade e pararem para registrar fotos.

Em reportagem publicada em março, o proprietário da salgaderia, Gilmar Vicente da Silva, de 61 anos, explicou que a escolha do animal tinha relação direta com Campo Grande. Segundo ele, a presença de capivaras em diferentes regiões da cidade serviu de inspiração para a decoração do estabelecimento.

Gilmar trabalha há mais de 30 anos com a produção de salgados e abriu o comércio em sociedade com o filho, João Paulo, e a nora, Vanessa Garcia. Na época, a escultura já havia se transformado em símbolo da loja e ganhou até quatro “filhotes”, representados por capivaras de pelúcia espalhadas pelo estabelecimento.

Seis meses depois, porém, a atração acabou vítima do mesmo clima que provocou estragos em diversos pontos da Capital.

O temporal desta quinta-feira provocou queda de árvores, postes e estruturas, além de falta de energia e transtornos no trânsito. Semáforos ficaram fora de funcionamento, árvores caíram sobre veículos e parte do teto da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário desabou durante a ventania.

Na Esplanada Ferroviária, estruturas foram arrancadas pelo vento, enquanto a Feira Central precisou encerrar as atividades durante o apagão. No Bairro Rita Vieira, a força das rajadas também derrubou estruturas e antecipou o encerramento de uma feira.

Os danos também afetaram a rede municipal de ensino. Nove escolas ficaram sem condições de receber alunos nesta sexta-feira (11) devido aos estragos provocados pela tempestade.

A Defesa Civil orientou os moradores a comunicarem os danos registrados nos bairros para auxiliar no mapeamento das ocorrências e na definição das prioridades de atendimento.

Durante a instabilidade, foram registradas rajadas de vento de até 83,8 km/h em Mato Grosso do Sul.