Polícia Tráfico
Polícia fecha lava-jato e conveniência por tráfico e falsificação de bebidas
No local foram apreendidos drogas, garrafas adulteradas e um rapaz foi preso
04/09/2026 09h19
Por: Junior Rodovalho Fonte: Campo Grande News

Operação lacra lava-jato e conveniência suspeitos de servirem como fachada para tráfico em Campo Grande

Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Procon-MS lacrou, na tarde desta quinta-feira (3), dois estabelecimentos no Portal Caiobá, em Campo Grande. A ação, realizada em um lava-jato e uma conveniência na Rua Poente, investiga suspeitas de tráfico de drogas, comercialização de bebidas adulteradas e contrabando.

A operação foi coordenada pela 6ª Delegacia de Polícia, com apoio do GOI (Grupo de Operações Investigativas) e da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Consumidor), após uma série de denúncias feitas por moradores da região.

Segundo os relatos, os locais apresentavam intensa movimentação durante a noite, com consumo de drogas, som alto e circulação ostensiva de pessoas armadas.

Durante as buscas, os policiais apreenderam 522 gramas de maconha, além de outras porções da droga encontradas em uma gaveta próxima ao caixa. No interior de um dos estabelecimentos, também foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra um homem de 27 anos. Ele é apontado como suspeito de liderar o tráfico na região da Vila Fernanda e também é investigado por participação em furtos contra empresas locais.

Um GM Corsa, aparelhos celulares e aproximadamente R$ 400 em dinheiro também foram apreendidos.

Bebidas adulteradas

A fiscalização encontrou ainda indícios de um possível esquema de adulteração e reenvasamento clandestino de bebidas alcoólicas. Foram apreendidas seis garrafas de uísques e vodcas importadas de alto valor, entre elas Johnnie Walker Double Black, Gold Label, Grey Goose e Royal Salute. Os produtos estavam sem nota fiscal e sem rotulagem em português.

Também foram recolhidas quatro garrafas de uísque White Horse com suspeita de adulteração.

Outro ponto que chamou a atenção dos fiscais foi a localização de 52 vasilhames vazios, em bom estado de conservação e com selos do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) intactos. Segundo a investigação, o material poderia ser utilizado para reenvasamento e fabricação clandestina de bebidas adulteradas, envolvendo marcas como Jack Daniel’s, Red Label e cachaça artesanal.

Na conveniência, foram encontrados ainda 316 maços de cigarros contrabandeados da marca Fox, comercializados por R$ 3,50 cada. Os agentes também apreenderam joias, uma balança que seria utilizada no comércio clandestino de ouro e anotações que podem indicar práticas de agiotagem e extorsão.

O comerciante apontado como proprietário dos estabelecimentos, Ademir Pereira de Souza, conhecido como “Autêntico”, e a mãe dele, que também administraria o local, não foram encontrados durante a operação.

Um funcionário que estava no estabelecimento no momento da abordagem foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Os proprietários dos imóveis foram identificados e deverão ser intimados para prestar depoimento durante o andamento das investigações. Eles deverão esclarecer eventual responsabilidade pelos crimes apurados.

O caso foi registrado na 6ª DP e é investigado como contrabando, tráfico de drogas e falsificação, corrupção ou adulteração de produtos destinados ao consumo.