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Adolescente grávida denuncia estupro por vizinho, que gravou vídeos do crime
Homem de 20 anos também responde por ameaçar a vítima e perseguir a irmã dela, de 12
31/08/2026 15h02
Por: Junior Rodovalho Fonte: Campo Grande News

Adolescente grávida denuncia estupros, ameaças e gravações de abusos por vizinho em Amambai

Uma adolescente de 17 anos, grávida de três meses, denunciou ter sido vítima de estupros, ameaças e gravações de atos sexuais feitas por um vizinho de 20 anos, em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande. O caso teria ocorrido na madrugada de sábado e foi registrado pela Polícia Militar, sendo divulgado nesta segunda-feira (31).

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da adolescente acionou a polícia após descobrir que a filha teria sido forçada pelo suspeito a manter relações sexuais. Conforme o registro, o homem também teria utilizado o próprio celular para gravar os abusos e, posteriormente, compartilhado os vídeos com outras pessoas.

A mãe relatou que havia saído para trabalhar e deixado a filha na casa de uma vizinha, onde a adolescente ajudava a cuidar de três crianças. Ao retornar, foi chamada pela moradora, que contou ter descoberto que o marido havia mantido relações sexuais com a jovem.

Ainda segundo o relato, a mãe verificou o celular do suspeito e encontrou vídeos nos quais ele aparecia com a adolescente em diferentes cômodos da residência. Ao questionar a filha sobre o ocorrido, a jovem confirmou os abusos e relatou dores na região abdominal e genital.

Adolescente relata episódios de violência

À polícia, a adolescente afirmou que estava sozinha na residência cuidando das três crianças quando o suspeito chegou, por volta das 16h. Segundo o depoimento, enquanto preparava uma refeição, ela foi ao banheiro e percebeu a aproximação do homem.

A jovem relatou que o suspeito teria impedido que ela fechasse a porta, segurado seu corpo com força e cometido violência sexual contra ela. Conforme o boletim, outros dois episódios semelhantes teriam ocorrido posteriormente dentro da residência.

Em um deles, o homem teria segurado os pulsos da adolescente, levado-a até um quarto e novamente cometido violência sexual. A vítima também afirmou que era imobilizada e que teria sido obrigada a praticar atos de natureza sexual contra o suspeito.

Ainda segundo o relato, o homem teria ameaçado a adolescente para que ela não contasse os fatos a ninguém e dito que poderia matá-la caso revelasse os abusos.

Irmã de 12 anos também teria sido perseguida

A mãe informou ainda que outra filha, de 12 anos, já teria sido perseguida pelo mesmo homem enquanto transitava pelas ruas. Segundo ela, havia mensagens e áudios no celular do suspeito nos quais ele demonstrava interesse em manter um relacionamento com a menina.

A adolescente de 12 anos também prestou depoimento e afirmou ter sido seguida diversas vezes pelo homem durante trajetos entre a escola e o trabalho. Ela relatou ainda ter recebido mensagens nas quais o suspeito insistia em iniciar um relacionamento.

Segundo a menina, o homem também teria pedido que ela não contasse os contatos a ninguém e feito ameaças relacionadas à família.

Suspeito apresenta outra versão

A esposa do homem também foi ouvida pelos policiais. Ela relatou que desconfiou do comportamento do marido ao chegar em casa e, posteriormente, verificou o celular dele. Segundo o depoimento, encontrou vídeos envolvendo o suspeito e a adolescente dentro da residência.

O homem, por sua vez, apresentou uma versão diferente dos fatos. Aos policiais, afirmou que a adolescente trabalhava na residência e que, havia cerca de uma semana, teria começado a demonstrar interesse por ele.

Ele admitiu ter mantido relações sexuais com a jovem, mas alegou que os encontros foram consensuais e que a adolescente teria tomado a iniciativa em algumas ocasiões.

Sobre a irmã de 12 anos, o suspeito confirmou ter enviado mensagens e áudios, mas afirmou que estava embriagado quando fez os contatos. Ele negou ter mantido qualquer relação sexual com a menina e também negou tê-la perseguido pelas ruas.

Investigação

Diante das versões apresentadas, a Polícia Militar encaminhou os envolvidos à Delegacia de Polícia Civil. Imagens e vídeos encontrados no celular do suspeito também foram apresentados às autoridades e deverão ser analisados durante a investigação.

Testemunhas e a adolescente afirmaram ainda que os vídeos teriam sido compartilhados com outras pessoas. Conforme o boletim de ocorrência, não foram identificadas lesões corporais aparentes no momento do atendimento.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela apuração das denúncias. O suspeito é investigado pelos fatos relatados.