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24º feminicídio: não basta prender depois que uma mulher morre
Ciúme não é amor, mulher não é propriedade e o fim do relacionamento jamais pode terminar em sentença de morte
30/08/2026 09h42
Por: Junior Rodovalho Fonte: Campo Grande News

MS chega ao 25º feminicídio do ano

Mato Grosso do Sul registrou o 25º feminicídio de 2026. O caso mais recente envolve uma mulher encontrada morta pela própria mãe. O ex-companheiro foi preso suspeito de esganá-la ou estrangulá-la. O filho do casal, uma criança autista, teria presenciado o crime.

O caso reforça a necessidade de fortalecer a prevenção e a rede de proteção às mulheres. Ameaças, perseguições, ciúme excessivo, controle e histórico de agressões são sinais de alerta que não podem ser tratados como simples conflitos de casal.

A prevenção também precisa alcançar mulheres que nunca procuraram a polícia. Familiares, amigos, vizinhos, escolas e profissionais de saúde devem estar preparados para identificar situações de risco e acionar a rede de proteção.

Feminicídio não pode ser tratado apenas depois que acontece. A resposta precisa começar antes, com prevenção, acompanhamento de casos de risco e ações efetivas para impedir que sinais de violência terminem em tragédias.