
Um furto de grandes proporções, envolvendo armas de alto calibre e diversos bens de valor, levou à prisão de três homens após investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf). O caso foi elucidado na terça-feira (14), no bairro Coophasul, em Campo Grande.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu ao longo de cinco dias consecutivos, período em que os moradores estavam fora da residência. Durante a ação, os criminosos invadiram o imóvel e levaram diversos objetos, incluindo armas, munições e itens armazenados em um cofre, que foi arrombado.
As investigações tiveram início após a prisão de Everton Santos da Silva, de 37 anos, e Miguel Farias Fernandes de Souza, de 20, detidos por policiais militares. Os dois confessaram participação no crime e detalharam a dinâmica do furto.
Com base nas informações obtidas, os investigadores identificaram que parte dos itens havia sido repassada a Dyego Francisco Espíndola, de 38 anos. No endereço do suspeito, foi localizado um fogão cooktop pertencente à vítima.
Durante a abordagem, Dyego resistiu à prisão e tentou dificultar a ação policial ao fechar o portão da residência. Foi necessário o uso de técnicas de imobilização e algemas para contê-lo.
Em buscas no imóvel, os policiais encontraram munições de calibres 9mm e .22 escondidas em espaços entre tijolos. Já no terreno dos fundos, após escavação em uma área com indícios de movimentação recente, foi localizado um balde enterrado contendo 660 gramas de cocaína, avaliados em cerca de R$ 15 mil.
As diligências seguiram em outros endereços e resultaram na recuperação de diversos bens furtados, como aparelhos de ar-condicionado, móveis, eletrodomésticos, ferramentas e bebidas. Um quarto envolvido, de 44 anos, foi preso em flagrante por receptação.
Segundo a polícia, Dyego possui extensa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, homicídio e porte ilegal de arma de fogo, tendo deixado o sistema prisional recentemente.
Na quarta-feira (15), os suspeitos passaram por audiência de custódia, e a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva, mantendo-os detidos.
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