
Um motorista, que não teve a identidade revelada, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (13) ao ser surpreendido com 52 quilos de skunk em Campo Grande. A ação foi realizada pela Polícia Federal no momento em que a droga estava sendo descarregada em uma transportadora da Capital.
De acordo com a PF, o entorpecente seria enviado para São Paulo (SP). Após a prisão, o suspeito foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde permanece à disposição da Justiça. Toda a carga foi apreendida e encaminhada para os procedimentos legais.
Casos envolvendo skunk têm se repetido ao longo de 2026, geralmente ligados a rotas de tráfico entre estados e até internacionais.
No início do ano, em janeiro, uma das maiores apreensões ocorreu em Corumbá, onde 172 quilos da droga foram encontrados escondidos em um caminhão na BR-262. O veículo era conduzido por um motorista boliviano que viajava acompanhado da família. Segundo a polícia, o carregamento saiu da região de fronteira e seguiria para o interior do Estado.
Já em abril, em Dourados, a Polícia Rodoviária Federal localizou cerca de 30 quilos de skunk ocultos em meio a uma carga de soja. No mesmo caminhão também havia cocaína e haxixe. O condutor admitiu que havia recolhido a droga na fronteira com o Paraguai e faria entregas em diferentes cidades brasileiras.
Outro episódio que chamou atenção envolveu a prisão de uma médica de 43 anos, detida em janeiro na BR-267, em Nova Alvorada do Sul. Ela transportava drogas em um veículo onde também estavam duas crianças e outro passageiro.
Durante a fiscalização, foram encontrados 63,1 quilos de maconha e 9,4 quilos de skunk escondidos no carro. A suspeita confessou o transporte e afirmou que receberia, como pagamento, a regularização de um veículo com restrição judicial. O caso segue sob investigação para identificar outros envolvidos.
O skunk é uma variação da maconha com alto teor de potência. Produzido a partir de flores selecionadas da cannabis, o entorpecente passa por técnicas de cultivo que elevam a concentração de THC (tetra-hidrocanabinol), principal substância responsável pelos efeitos psicoativos.
Em comparação à maconha comum, o skunk apresenta níveis significativamente mais elevados de THC, o que intensifica seus efeitos no organismo. O cheiro forte também é uma característica marcante, frequentemente percebida em abordagens policiais.
Por conta da alta concentração, o consumo está associado a maiores riscos, como dependência, crises de ansiedade, episódios de paranoia e prejuízos cognitivos. No mercado ilegal, o produto costuma ter valor mais elevado.
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