
Uma ação conjunta realizada na manhã de terça-feira (31), em Corumbá — a 429 quilômetros de Campo Grande — terminou com a prisão de um grupo de bolivianos suspeitos de ingerir mais de mil cápsulas de cocaína. O caso foi divulgado nesta quarta-feira (1º).
A ocorrência começou por volta das 11h15, quando uma equipe da Polícia Militar fazia patrulhamento pela Rua General Osório, no bairro Popular Velha, e desconfiou da atitude de um motorista que dirigia um veículo com placas bolivianas. Ao perceber a aproximação da viatura, ele tentou retornar para uma residência, o que motivou a abordagem.
Durante a fiscalização, os policiais sentiram forte odor de maconha e encontraram pequenas porções da droga dentro do carro. O motorista negou ser o responsável e afirmou que o entorpecente poderia pertencer a passageiros que havia deixado no imóvel momentos antes.
No local indicado, os agentes encontraram um grupo de estrangeiros, todos bolivianos, com diversas bagagens. As informações apresentadas foram contraditórias, e nenhum deles soube informar com precisão o destino da viagem ou a empresa responsável pelo transporte.
Diante das suspeitas, foi organizada uma força-tarefa com apoio da Polícia Militar, Receita Federal e Ministério da Agricultura. Durante as buscas, foram localizadas 101 cápsulas de substância semelhante à cocaína escondidas em diferentes pontos da casa, além de aproximadamente 35 gramas da droga.
Ao serem questionados, os suspeitos admitiram que também transportavam entorpecentes dentro do próprio corpo. Doze pessoas foram encaminhadas ao pronto-socorro, onde exames de raio-X confirmaram a presença das cápsulas.
A estimativa é de que o grupo tenha ingerido cerca de 1.035 cápsulas. Até o registro da ocorrência, 718 já haviam sido expelidas, enquanto os envolvidos permaneciam sob escolta médica.
Os materiais encontrados foram apreendidos, e o caso foi registrado como tráfico de drogas, sendo encaminhado à Polícia Federal, responsável pela investigação.
A ingestão de cápsulas é considerada uma das formas mais perigosas de transporte de drogas, devido ao alto risco de rompimento dentro do organismo, o que pode levar à morte.
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